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Comerciantes fazem passeata contra fechamento da Feira da Madrugada

Comerciantes fazem passeata contra fechamento da Feira da Madrugada

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2011 as 11:58

Manifestantes bloquearam Avenida do Estado na manhã desta quinta (Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/AE)

  Comerciantes protestavam na manhã desta quinta-feira (11) contra o fechamento da Feira da Madrugada, realizada em um pátio no Pari, na região central de São Paulo. Na sexta-feira (5), a Prefeitura de São Paulo iniciou uma operação de combate à pirataria no local.

De acordo com a Secretaria de Segurança Urbana, 150 manifestantes protestavam entre as ruas Monsenhor de Andrade e São Caetano desde o início da manhã desta quinta. Os comerciantes aguardavam para poder entrar na feira e acompanhar a fiscalização das lojas.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), um grupo de manifestantes também fazia uma passeata na Avenida do Estado por volta das 10h40, o que provocava o bloqueio total do sentido Santana da via. Eles devem seguir até a Prefeitura da cidade, segundo a companhia.     Como consequência do protesto, os motoristas que seguiam pelo sentido Santana da Avenida do Estado por volta das 10h40 encontravam 1 km de filas entre o Viaduto 31 de Março e a Avenida Mercúrio. Como os comerciantes estavam apenas de passagem pela avenida, a companhia não fez um esquema de desvios no local.

Fiscalização

A operação contra a pirataria no local foi feita após uma série de fiscalizações nas lojas da feira. "Sabemos uma a uma o que tem dentro, mesmo estando fechadas. Elas foram filmadas durante várias semanas. Vamos fazer tudo com muita calma e muita precisão para não prejudicar os comerciantes que trabalham dentro lei", explicou o secretário municipal de Segurança Urbana, Edson Ortega.

Protestos

Os comerciantes e camelôs tem feito protestos na região da feira desde o seu fechamento. No sábado (5), eles usaram cones da CET para fechar a Avenida do Estado. Os manifestantes forçaram a abertura dos portões lacrados e invadiram o pátio onde funciona a feira. A Guarda Civil Metropolitana impediu que eles chegassem às lojas.

O confronto ficou mais violento – os comerciantes atacaram com paus e pedras, e os guardas revidaram com gás de pimenta. Um comerciante precisou ser socorrido e outros ficaram feridos. Foi necessário reforço da PM para acabar com o confronto.          

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