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Comerciantes limpam lojas após chuva que atingiu a Zona Oeste de SP

Comerciantes limpam lojas após chuva que atingiu a Zona Oeste de SP

Atualizado: Segunda-feira, 28 Fevereiro de 2011 as 1:27

Um dia após a forte chuva que atingiu a região do Butantã, na Zona Oeste da capital paulista, alguns comerciantes tiveram muito trabalho na manhã desta segunda-feira (28) para limpar os estabelecimentos e contabilizar o prejuízo provocado pelo temporal. O bairro foi o mais atingido pela chuva forte e registrou 118,6 mm de precipitação neste domingo (27), mais da metade da média prevista para o mês de fevereiro, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura de São Paulo.

A proprietária de uma loja de confecções feminina e infantil na Rua Boturoca, na Vila Indiana, ficou surpresa ao ver que a água atingiu peças do mostruário e do estoque. “Foi uma surpresa hoje de manhã. Estamos aqui há 25 anos, mas essa foi a primeira vez que a água entrou na loja”, afirmou Elizabeth Kawakami. Ainda não foi possível saber em quanto ficou a perda material. “Algumas peças estavam ainda dentro do saquinho plástico, o que ajudou a proteger. Outras nós vamos ter que lavar e essas vão para a oferta ou para promoção. É prejuízo certo”, disse.

O comerciante Marcelo Lopes, de 38 anos, também localizada na Rua Boturoca, chegou mais cedo para limpar a sua revenda de bebidas. “Agora já está tudo limpo, mas comecei a faxina às 7h”, contou. Ele teve que colocar mercadorias no fundo da loja para evitar que fossem estragadas. “Durante uma meia hora a água ficou em um nível alto. Os carros passavam pela contramão. A cada carro que passava a água entrava na loja.”

No Butantã, entre as 13h de domingo e 0h desta segunda, o Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura registrou 118,6 mm de precipitação, o maior índice contabilizado neste domingo. Esse valor equivale a mais da metade da média prevista para o mês de fevereiro, que é de 217 mm.

O volume da chuva impressionou. “Nunca vi uma chuva dessas. Não tinha trovão, nem raio. Era só água que Deus mandava”, declarou a operadora de caixa Filomena Matos, de 42 anos. Ela contou que uma mulher caiu logo depois de deixar o supermercado onde trabalha. “Ela não viu que tinha um desnível”, disse.    

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