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Comerciantes reclamam de cheiro de urina após Virada Cultural em SP

Comerciantes reclamam de cheiro de urina após Virada Cultural em SP

Atualizado: Segunda-feira, 18 Abril de 2011 as 2:42

Funcionários da Prefeitura lavam ruas do Centro de São Paulo (Foto: Clara Velasco/G1)

  Comerciantes do Centro de São Paulo, onde ocorreu no fim de semana a 7ª edição da Virada Cultural, reclamaram do cheiro de urina nas ruas e locais dos palcos do evento na manhã desta segunda-feira (18). Segundo a organização do evento, cerca de 4 milhões de pessoas participaram das mais de 1.300 atrações gratuitas.

Proprietário de floricultura diz que seu trabalho foi prejudicado (Foto: Clara Velasco/G1)

  Para José Miranda de Azevedo, proprietário de uma floricultura no Largo do Arouche, seu trabalho foi prejudicado por causa da Virada Cultural. “Não pude abrir a minha loja no domingo por causa das pessoas, da sujeira e dos banheiros químicos, que ficavam bem atrás da floricultura”, disse. “Estava um cheiro insuportável de urina atrás da minha loja nesta manhã, além do lixo espalhado que encontrei quando cheguei. O problema é que as pessoas não faziam xixi nos banheiros, mas, sim, atrás da floricultura.”

Azevedo disse que o Largo do Arouche não tem condições de sediar uma festa como a Virada. “Trabalho aqui há 48 anos e nunca vi o local tão sujo como nos últimos dez anos. E esses eventos nos prejudicam muito. Eles favorecem apenas os donos dos botecos, que podem lucrar com bebida alcoólica.”

Um caminhão-pipa trabalhava na limpeza do Largo do Arouche por volta das 11h desta segunda.

Limpeza das ruas

Apesar do cheiro forte, Antônio da Silva Araújo, dono de uma banca de jornais no Largo do Paissandu, disse que encontrou o local limpo quando chegou para trabalhar por volta das 6h30. “As equipes de limpeza passaram por aqui mais cedo, lavando tudo. Eu também lavei a frente da banca quando cheguei. Está tudo limpo. Só o fedor de urina que ficou muito forte”, disse.

Dono de banca diz que encontrou o Largo do Paissandu limpo pela manhã (Foto: ClaraVelasco/G1)

  Segundo ele, porém, o cheiro é normal na região. “A Virada não sujou a mais. Meu trabalho também não foi prejudicado por ela.” O Largo do Paissandu sediou um palco voltado para a arte corporal.

Para Dayane Miranda de Serra, funcionária da bomboniere Estação dos Doces, vizinha à saída da estação de Metrô República, na Rua do Arouche, a realização da Virada Cultural no Centro também não deixou lixo a mais nas ruas. “Quando cheguei, às 6h30, a rua estava cheia de papelão e lixo, mas isso acontece por causa das pessoas que dormem na rua de noite. É a sujeira normal de toda segunda-feira”, disse. Por causa do cheiro forte de urina, ela própria limpou e varreu a frente do estabelecimento.

Comerciantes da Praça da República também reclamaram do cheiro de urina, mas elogiaram a limpeza do local. O Palco República teve atrações como Mart'nália e Paulinho da Viola. Ele ainda era desmontado no final da manhã desta segunda-feira. Já na Estação da Luz, onde estava um palco voltado para a música clássica, a estrutura do evento já havia sido totalmente desmontada por volta das 12h, mas ainda era possível ver os sacos de lixos em frente à estação.

Lixo recolhido

A Prefeitura contou com 3.300 homens para a limpeza da festa. Segundo balanço do evento divulgado pela organização na manhã desta segunda, foram coletadas cerca de 140 toneladas de resíduos e outras dez toneladas de lixo reciclável. "O resultado foi absolutamente estimulante, ainda mais porque contamos com a participação da população. O balanço geral foi muito positivo", disse o secretário de Serviços, Dráusio Barreto.

Ainda era possível ver os sacos de lixo no final da manhã na Estação da Luz (Foto: Clara Velasco/G1)      

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