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Comércio popular do Rio investe no humor para aumentar vendas no Natal

Comércio popular do Rio investe no humor para aumentar vendas no Natal

Atualizado: Terça-feira, 20 Dezembro de 2011 as 8:37

Roupas e brinquedos estão no topo da lista de presentes dos frequentadores da Saara, tradicional reduto do comércio popular, no Centro do Rio de Janeiro . Em cada esquina é possível encontrar opções criativas e econômicas para o Natal. Na disputa pelo bolso do consumidor, lojistas contratam papais-noéis, investem em promoções, e principalmente em propagandas bem-humoradas.

O locutor Alexsander Vicente, 31 anos, foi contratado para anunciar as ofertas de uma loja de vestuário. Com o slogan “Ho, ho, roupas”, ele passa cinco horas do seu dia oferecendo meias de ginástica por R$ 2,50, cuecas boxer por R$ 5, entre outras peças. Trabalhando há sete anos na Saara, ele diz que as propagandas ousadas e irreverentes atraem mais clientes às compras.

“Todo mundo procura roupa para ficar bonito no Natal e no Ano Novo. Roupa é essencial, até porque se a gente andar pelado, a polícia prende”, brincou Alexsander. Com a expectativa de faturar no Natal, Alexandre Santos Leal trocou o emprego de entregador de quentinhas pelo o de camelô. Ele passa o dia fazendo desmonstrações do seu único produto à venda, uma pistola de plástico que dispara bolinhas de sabão. 

Com o marketing: " É uma rajada de alegria, são mil bolinhas por minuto", o simples brinquedo desperta a atenção dos consumidores, que desembolsam R$ 10 pela mercadoria.

"Todo mundo está comprando, toda hora estou vendendo. No final do dia, já vendi cerca de 100 pistolas", diz Alexandre.

Fetiche de Mamãe Noel

Fetiche de Mamãe Noel e roupas tradicionais de

Papai Noel fazem sucesso (Foto: Tássia Thum/G1) As vitrines espalhadas pelas estreitas ruas da Saara são o paraíso da pechincha. Lá é possível comprar cintos por R$ 1,99, short jeans e vestidos por R$ 19,99, além de roupas íntimas a partir de R$ 1. Aproveitando a temporada natalina, algumas lojas colocaram à venda lingeries de Mamãe Noel. A fantasia vem com gorro, blusa e saia com detalhes brancos, em alusão à neve do Polo Norte. O modelito custa R$ 48.

Já as roupas tradicionais do bom velhinho podem ser compradas por R$ 79,90. Uma das lojas optou em contratar um ator e dançarino para se vestir de Papai Noel, e também atuar como garoto-propaganda das fantasias e enfeites natalinos. Por trás da roupa quente e vermelha está José Mauro Wiltgen, que deixou a casa em Curitiba, por 20 dias, para trabalhar no Rio.

“Eu trabalho e me divirto ao mesmo tempo. Toda hora as pessoas param para fazer pedidos. Já ouvi gente pedindo um marido novo e até a morte da sogra”, comenta Mauro.

A dona de casa Elisângela Roberta, 29 anos, tem cinco filhas e ainda está grávida de gêmeos. Ela diz que reservou ao longo do ano R$ 400, para renovar o guarda-roupa das meninas. “Vou comprar vestidos, sapatos, calça jeans e até biquínis. Prefiro dar roupa, porque é um artigo de mais necessidade do que brinquedo”, contou a mãe, que aproveitou o passeio para tirar fotos com o Papai Noel.

Pião e sorveteria

Já quem prefere fazer a alegria das crianças com brinquedos, há opções para todos os gostos e bolsos. Na Saara, os presentes mais desejados pelos meninos são os piões beyblade, inspirados no desenho animado de mesmo nome. Carrinhos de controle remoto, além de bonecos do Ben 10 e da linha Max Steel continuam no sonho de consumo dos garotos.

Brinquedos continuam entre os itens mais

procurados no Natal (Foto: Tássia Thum/G1) “Os carrinhos de controle remoto variam de R$ 21 a R$ 300. O que muda o preço é o modelo, potência, cor. Os preferidos são os que lembram carros de polícia e bombeiros dos Estados Unidos. O pião beyblade sai por R$ 89 e a arena para o combate dos piões sai a R$ 30”, falou a vendedora Monique Campos.

Outro item cobiçado pelas crianças é a Mini Chef Sorveteria, que promete fazer sorvete de iogurte, entre outras iguarias geladas. A procura foi tanta que o brinquedo de R$ 239 virou artigo raro nas lojas. Para compensar a ausência do sucesso da estação, as mães procuram pelas Barbies vestidas de princesa, além da carruagem e do castelo da boneca.

“As Barbies mais procuradas custam em torno de R$ 100, mas há outros modelos e bonecas similares mais em conta. Nesta época, nem todas as mães estão interessadas no preço, mas sim em satisfazer seus filhos, por isso que sempre vendemos mais os brinquedos mais caros, como o castelo e a carruagem da Barbie, que custa R$ 400 e R$ 250”, explicou a vendedora.

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