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Concurso incentiva a preservação ambiental em BH

Concurso incentiva a preservação ambiental em BH

Atualizado: Quarta-feira, 9 Junho de 2010 as 10:33

Como na lição do poeta Mário Quintana, Belo Horizonte aprendeu a não correr atrás das borboletas, mas, sim, de cuidar dos seus jardins para que elas venham até eles. E isso tem sido colocado à risca pela capital há 10 anos. É por meio do programa Cidade Jardim, que elege as áreas verdes mais bem cuidadas na cidade, que empresas, associações de moradores e a prefeitura de BH têm se mobilizado para proteger e até mesmo mudar a cara de parques, praças e canteiros centrais do município. Chegando a sua 10ª edição, o projeto lançou terça-feira seu concurso deste ano, desafiando novamente as regionais da cidade a escolher áreas verdes públicas para serem premiadas. Para esta edição, já traz um resultado anterior: com o concurso de 2009, aumentaram em 48% o número de áreas adotadas, passando de 349 para 518.

Com o desafio lançado, entre os dias 1 e 15 de setembro, as nove regionais da cidade farão as inscrições para o concurso, indicando áreas pré-selecionadas nas categorias de praça e canteiros centrais de avenidas, e pela Fundação de Parques Municipais, nas categorias de parques. O julgamento final é entre nos dias 6 e 11 de novembro, quando a uma comissão julgadora avaliará o estado geral de manutenção de cada um desses espaços e dará o resultado.

“O Concurso Cidade Jardim ocorre há 10 anos. O objetivo é incentivar e homenagear os parceiros do Programa Adote o Verde e os próprios setores da PBH envolvidos nas atividades de manutenção das praças, parques e canteiros centrais de avenidas, explica a gerente de Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), Márcia Mourão. Ao destacar que a qualidade das áreas indicadas vem melhorando a cada ano, Maria ressalta que a Região Noroeste conseguiu, em 2009, passar de 48 para 157 áreas adotadas. “O segredo está no diálogo. Com as adoções, conseguimos fazer com que praças que antes eram ocupadas por traficantes, por exemplo, tornassem lugares de encontro familiar”, comemora o responsável pelo Adote o Verde da Regional Noroeste, Jair di Gregório.

É justamente esse espírito que Márcia Mourão enfatiza como sendo o principal objetivo do concurso. “Temos ao todo 700 praças e 69 parques na capital. Já conseguimos que 518 espaços, entre eles, os canteiros, fossem adotados. Ainda há lugares para ganharem a adoção”, diz.

Em 2009, uma das áreas premiadas foi a turística Praça da Liberdade, adotada pela mineradora Vale. “Não é de se espantar. Aqui, o ambiente é familiar, nos dá segurança e tranquilidade de poder trazer filhos e netos para um passeio agradável. A preservação muda a cara desses espaços. Antigamente a praça não tinha essa característica e, hoje, é um dos pontos mais belos da cidade”, comenta Cátia Fleury, que sempre leva o neto Felipe, de 1 ano, à Praça da Liberdade. “Aqui ele se diverte”, garante.

Premiação

O lançamento do concurso ocorreu na Casa de Educação Ambiental do Jardim Zoológico da Fundação Zoobotânica, na Região da Pampulha, que foi revitalizada e conta com acervo histórico das espécies que estão no zoológico. Criado em 2000, o Concurso Cidade Jardim prevê a premiação de uma área para cada uma das oito categorias pré-definidas de espaços verdes. Cinco delas são relativas a áreas adotadas. Serão avaliados parques, canteiros centrais de avenidas e praças com área menor do que 500 metros quadrados, com áreas entre 500 e 5 mil metros quadrados e com área maior do que 5 mil metros quadrados. Também serão avaliadas três áreas mantidas pela própria prefeitura.

Além disso, há prêmios para lugares que venham se destacando, pela qualidade dos serviços de manutenção. “O prêmio é simbólico”, avisa Márcia Mourão, acrescentando que também serão homenageados jardineiros de atuação mais destacada e pessoas que tenham contribuído para a beleza e preservação desses espaços, independentemente da indicação das áreas para participação no concurso. O evento de entrega das premiações será em dezembro.

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