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Condomínios de São Paulo utilizam kit ecológico para recolher dejetos de animais

Condomínios de São Paulo utilizam kit ecológico para recolher dejetos de animais

Atualizado: Sexta-feira, 13 Junho de 2008 as 12

O Kata KaKa, produto desenvolvido para substituir o uso dos saquinhos plásticos no recolhimento das fezes dos animais já é utilizado em mais de 3.000 condomínios

Só na grande São Paulo existem cerca de 32 mil condomínios, nos quais moram ou trabalham aproximadamente 5,8 milhões de pessoas. Dados da Anfal Pet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Companhia) revelam que, no Brasil, há um cão domesticado para seis habitantes. Soma-se a isto o fato de que, na maior parte dos condomínios, os cães saem às ruas para fazer suas necessidades fisiológicas. Para proporcionar uma forma ecologicamente adequada de fazer o recolhimento das fezes de cães, o Koala Hospital Animal desenvolveu o Kata KaKa. Trata-se de um Kit, com pá e saquinho de papel, ambos descartáveis e rapidamente degradáveis, que podem ser acondicionados em um display instalado na saída dos edifícios. Mais de 3.000 condomínios já aderiram ao projeto.

Segundo o médico veterinário e diretor do Koala, Dr. Luis Leon Cyon, o principal objetivo do projeto é conscientizar os donos de animais sobre os benefícios da utilização de um material que se degrada rapidamente, substituindo assim os sacos plásticos, utilizados pela maioria das pessoas para o recolhimento dos dejetos de animais. "Por ser feito de petróleo, o tempo de degradação do plástico pode chegar a 400 anos. Já o Kata KaKa, além de se desfazer num período de tempo muito menor, é feito de papel reciclado. Sem falar que a tinta usada nos sacos plásticos contem cádmio, um metal pesado e altamente tóxico. Assim, cada vez que um saco plástico impresso à tinta é incinerado, gases tóxicos são liberados.", ressalta Cyon.

A utilização de embalagens de papel para recolhimento de fezes de animais já é tradição em países como Alemanha, Israel, Suécia, Holanda e Tchecoslováquia, entre outros. "O recolhimento das fezes, além de ser uma questão de educação, é importante para a saúde pública", explica Dr. Luis Cyon. As fezes de animais podem transmitir zoonoses (doenças transmitidas dos animais para os humanos e vice-versa), como a toxoplasmose, o bicho geográfico e a giárdia. Porém, a utilização de sacos plásticos para o recolhimento gera outro sério problema urbano, que é a geração de lixo não reciclável, que se acumula nos aterros, entope bueiros e contamina os rios.

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