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Conselho cassa definitivamente o registro médico de Abdelmassih

Conselho cassa definitivamente o registro médico de Abdelmassih

Atualizado: Quarta-feira, 25 Maio de 2011 as 3:04

Especialista em fertilização artificial, o médico Roger Abdelmassih, condenado em 2010 a 278 anos de prisão por estuprar pacientes, teve seu registro médico definitivamente cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).

A decisão saiu nesta terça-feira (24) e Abdelmassih infringiu seis artigos do Código de Ética Médica. Entre eles, o que trata de “descumprir legislação específica nos casos de transplante de órgãos ou tecidos, esterilização, fecundação artificial e abortamento”, como informou a assessoria de imprensa do órgão.

  O Conselho Federal de Medicina referendou o processo de cassação do registro feito pelo Cremesp em agosto do ano passado. O procedimento é automático e, segundo a assessoria do conselho em São Paulo, o órgão federal precisa se manifestar.

Desde 2009, quando surgiram as primeiras denúncias de mulheres contra o ex-médico, 51 processos éticos contra ele foram abertos no Cremesp. Além dos que existem na Justiça.

Neste mês, mais um escândalo voltou a envolver Abdelmassih, dono de uma clínica de inseminação artificial nos Jardins, área nobre da capital paulista. No dia 16, o advogado dele, José Luis Oliveira Lima, rebateu as afirmações de reportagem da revista Época indicando irregularidades em inseminações. O texto diz que parte dos filhos gerados após tratamento na clínica não tinha ligação biológica com os pais.

Abdelmassih ficou preso apenas entre os dias 17 de agosto e 24 de dezembro de 2009, durante a fase processual. Isso porque o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu ao ex-médico o direito de responder em liberdade. Por causa dessa liminar, que ainda não tem uma decisão definitiva, o condenado ficou em liberdade.

Em janeiro de 2011, Abdelmassih pediu renovação de seu passaporte à Polícia Federal. Por causa da possibilidade de fuga, teve pedido de prisão concedido pela Justiça. Desde então, é considerado foragido. Na coletiva do dia 16, o advogado não quis falar sobre o assunto.        

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