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Conselho Gestor da USP inicia reunião para discutir segurança

Conselho Gestor da USP inicia reunião para discutir segurança

Atualizado: Sexta-feira, 20 Maio de 2011 as 12:04

Conselho Gestor da USP se reuniu na manhã desta sexta-feira (Foto: Juliana Cardilli/G1)

  Diretores das unidades de ensino e pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) e de representantes de alunos e funcionários participam na manhã desta sexta-feira (20) de uma reunião extraordinária do Conselho Gestor da universidade para discutir mudanças no plano de segurança emergencial para a Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital paulista. A reunião, que começou às 10h10, foi marcada após a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, assassinado em um estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP na noite de quarta (18).

O plano de segurança havia sido definido em reunião no dia 3 de maio. Nesta quinta-feira (19), após receber representantes dos alunos da FEA, que fizeram sugestões para melhorar a segurança, a reitoria resolveu reunir novamente o conselho.

Representantes do centro acadêmico da FEA consideraram positiva a reunião com o chefe de gabinete da reitoria da universidade, Alberto Carlos Amadio, ocorrida nesta quinta. Os estudantes entregaram as reivindicações para a reitoria da USP. Eles sugeriram melhorias na iluminação e maior frequência das rondas da Guarda Universitária.

Entre os participantes da reunião, estão o presidente do conselho, José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica, o vice-presidente Michel de Mahiques, do Instituto de Oceanografia, e o coordenador do campus da capital, José Sidnei Colombo Martini.

"Terra de ninguém "

Na manhã desta sexta, o reitor da USP, João Grandino Rodas, afirmou que espera que o Conselho Gestor, proponha medidas que possam ser tomadas imediatamente para coibir a violência no campus. Rodas se disse favorável à intensificação das rondas da Polícia Militar no campus.

  “Quando tomei posse há 15 meses, eu disse em uma entrevista e muitos acharam absurdo e eu repito: do jeito que está o campus da Universidade de São Paulo é terra de ninguém. Essa morte, que é algo extremamente lamentável, é algo que não era imprevisível”, declarou. Segundo Rodas, criminosos aproveitam para agir dentro do campus porque sabem que a Polícia Militar não entra na universidade.   Aulas retomadas

Nesta manhã, as aulas foram retomadas na FEA. A diretoria da faculdade suspendeu as atividades na quinta em respeito ao estudante morto. Alguns professores aproveitaram para tratar sobre o assunto da segurança em suas aulas. Foi o caso de Roberto Coda, que leciona comportamento organizacional para o curso de administração. “Esse lamentável episódio ocorrido ontem aqui nas nossas dependências requer uma mobilização dos alunos, dos professores, para que a gente possa tomar algumas medidas que pelo menos minimizem esse tipo de ocorrência. Não havia clima também, há uma comoção entre os alunos, eles perderam um colega”, afirmou.

“Eu achei mais interessante, até para o próprio aprendizado deles, a gente usar esse espaço para discutir comportamentos, que ações eles precisam apoiar para essa melhoria”, disse o professor, que contou que já foi vítima de tentativa de roubo de veículos e de tentativa de furto em sua sala. “Há 15 dias quase peguei uma pessoa entrando na sala para furtar o laptop.”

Outros professores decidiram dispensar seus alunos. Foi o que aconteceu com o estudante Gustavo Anacleto, de 21 anos, que cursa o terceiro ano de administração. “Não esta tendo muito clima para ter aula. Hoje um professor já tinha mandado email que a gente não teria aula, e esse agora falou um pouquinho sobre o problema que está acontecendo aqui no campus e dispensou todos os alunos.”          

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