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Considerada o 'novo Lost', 'The event' estreia hoje no Brasil

Considerada o 'novo Lost', 'The event' estreia hoje no Brasil

Atualizado: Terça-feira, 19 Outubro de 2010 as 10:33

Desde que o fim de "Lost" foi anunciado nos Estados Unidos, os críticos e os fãs se dedicam a encontrar e apontar qual série seria sua possível substituta. Aquela que criaria o mesmo frisson com mistérios e sugerir que os espectadores criem suas próprias teorias e interajam com a trama.

Após "Flashforward", que não resistiu à pressão e foi cancelada logo no primeiro ano, a candidata da vez é "The event", que estreia nesta segunda-feira (18), às 22h, no Universal Channel.

É difícil explicar do que a produção se trata, tendo em vista apenas o primeiro episódio. Mas, em um resumo, a história tem como fio condutor um evento, um ataque terrorista ao presidente dos Estados Unidos, Eli Martinez (Blair Underwood).

A narrativa, não linear, mostra os bastidores do atentado, sempre no passado, apresentando personagens que estão envolvidos com o atentado, como um programador de computadores que busca encontrar a namorada desaparecida misteriosamente em um cruzeiro marítimo.

O seriado, como prega a cartilha de "Lost", cria tensão entre o público, que em vez de ter respostas a cada episódio recebe mais perguntas, apesar de o criador Nick Wauters ter adiantado, em entrevistas, que os telespectadores não irão demorar muito para saber, afinal, o que há por trás de "The event".

"Vocês terão respostas já a partir do segundo episódio, assim como saber quem os personagens são de fato e qual é a verdadeira situação ali. Não ficamos lhe segurando por muito tempo, o que é bom, assim as pessoas não irão se frustrar", explica Blair Underwood, em entrevista por telefone ao G1.

Seu personagem, o presidente americano recém-empossado, é o alvo do tal evento. Não se sabe direito ao certo o motivo, mas ele está ligado a uma conspiração (sempre há conspirações nesse tipo de série) que envolve uma prisão secreta no Alasca em que a CIA esconde sobreviventes, com poderes sobre-humanos (sempre há poderes sobre-humanos nesse tipo de série), de um acidente aéreo do final da 2ª Guerra Mundial.

"Vocês verão que cada comercial tem um suspense puxando para o que virá logo depois. Há surpresas pipocando a cada momento", promete o ator, rindo.

América Latina no poder

A pressão que existe sobre o presidente americano em "The event" acontece pelo fato de ele ser latino, assim como a sua esposa. É a primeira vez que a TV americana retrata um casal assim no posto mais importante da Casa Branca.

"É muito legal interpretar a primeira dama latina. Ficamos muito excitados pelo o que isso pode representar para a nossa comunidade", explica por telefone a atriz Lisa Vidal, que faz em "The event" a esposa de Martinez.

"Como atores de cor que somos, Lisa e eu não temos o luxo de sermos atores apenas por causa do entretenimento, há muitos fatores envolvidos a se considerar. No caso, como as pessoas como você vão receber o que você está fazendo. Jimmy Smiths interpretou um presidente americano em ‘West wing’, mas nunca vimos uma primeira dama latina. É histórico", acredita Underwood.

"É uma grande responsabilidade, imagina o que isso representa para o mundo. Eu acho que a televisão tem uma influência tão grande que, quando vemos algo ali que nos impressiona, isso nos ajuda a acreditar que realmente exista tal possibilidade", concorda Lisa.

"The event" teve uma boa estreia nos Estados Unidos e, até o momento, é considerada uma das melhores novidades da nova temporada das séries americanas. Segundo Underwood, o mérito se deve ao roteiro do programa, que sabe introduzir novas questões ao longo dos episódios para manter as pessoas interessadas na história da próxima semana.

"Sabe, nós deveríamos nos sentir abençoados por termos tido um show de sucesso como ‘Lost’. É claro que a comparação põe uma grande quantidade de pressão sobre você, mas acredito que ele [‘The event’] aos poucos criará uma vida própria e as pessoas irão responder a ele pelos seus próprios méritos. Isso já está acontecendo por aqui e é muito excitante".

Por: Gustavo Miller

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