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Construções irregulares causam desequilíbrio no Sistema Cantareira

Construções irregulares causam desequilíbrio no Sistema Cantareira

Atualizado: Sexta-feira, 12 Novembro de 2010 as 9:05

Construções irregulares ao redor de represas causam desequilíbrio ambiental na região do Sistema Cantareira, na Grande São Paulo. Formado por rios de Minas Gerais e do interior de São Paulo, ele abastece mais de 9 milhões de pessoas.

Para erguer mansões e condomínios de luxo à beira das cinco represas do sistema, grandes áreas precisam ser desmatadas. Com isso, a terra perde sustentação e qualquer chuva mais forte causa desmoronamentos.

“Quando chove, vem o material sólido para a represa. Isso prejudica tanto a qualidade quanto a quantidade do volume. Perde volume com esse material na represa“, disse Carlos Roberto Dardes, gerente de recursos hídricos da Sabesp.

O assoreamento deixa a represa mais rasa. É o que ocorre na represa Paiva Castro, reservatório entre Mairiporã, Franco da Rocha e Caieiras.

Bairros inteiros de Mairiporã surgem onde estão rios e nascentes que deságuam na represa. “Temos percebido o crescente dessa ocupação irregular. São mais famílias que compram lotes clandestinos ou simplesmente que invadem área sem nenhuma infraestrutura”, disse o ambientalista Carlos Conde. A Secretaria do Meio Ambiente diz que está intensificando a fiscalização.    

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