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Copom prevê manutenção dos preços da gasolina e do gás de cozinha neste ano

Copom prevê manutenção dos preços da gasolina e do gás de cozinha neste ano

Atualizado: Sexta-feira, 30 Janeiro de 2009 as 12

O cenário é favorável à estabilização dos preços do petróleo e do gás de bujão, ou de cozinha, de acordo com avaliação do Comitê de Política Monetária (Copom) em relação à tendência de inflação para 2009. Os preços desses produtos não devem sofrer reajuste no decorrer do ano, segundo a ata da reunião do Copom, realizada na semana passada, divulgada hoje (29) pelo Banco Central.

O mesmo não deve ocorrer com relação às tarifas de telefonia fixa e de eletricidade. As projeções de reajustes acumulados em 2009 para esses produtos foram mantidas em 5% e 8,1%, respectivamente, como já manifestara o Copom na reunião de dezembro passado.

O colegiado de diretores do BC acredita que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), balizador da inflação, deve convergir ainda este ano para a meta de 4,5%. Mas, de acordo com simulações realizadas até agora, o conjunto de preços administrados (combustíveis, eletricidade, telefonia, educação, transporte público, saneamento e outros) deve ter reajuste acumulado de 5,5% em 2009.

Embora projete reajuste zero para gás e gasolina, a ata do Copom salienta a existência de volatilidade nos preços internacionais do petróleo, que tiveram queda acentuada no segundo semestre do ano passado.

O Copom acena, inclusive, com a possibilidade dessa redução se transmitir para a economia doméstica, "tanto por meio de cadeias produtivas, como a petroquímica, quanto pelo efeito potencial sobre as perspectivas de inflação".

O comitê menciona que ficará particularmente atento ao comportamento de preços das commodities agrícolas (produtos com cotação internacional), que têm forte impacto na evolução dos custos alimentares, como trigo, soja e milho. Esses produtos registraram elevação nos últimos meses devido a problemas climáticos em algumas regiões produtoras.

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