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Core diz não ter como provar se tiro na prefeitura do Rio foi intencional

Core diz não ter como provar se tiro na prefeitura do Rio foi intencional

Atualizado: Segunda-feira, 24 Janeiro de 2011 as 4:49

O coordenador da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), Marcus Maia, afirmou que não tem como a perícia provar que foram intencionais os tiros que acertaram a sede da prefeitura, no Centro do Rio , durante  operação da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (24), em favelas do Rio Comprido e do Estácio, na Zona Norte.

“Não tem como afirmar. É complicado, difícil definir porque a principal prova é o que está dentro da cabeça da pessoa. No máximo a perícia vai te dar a trajetória da bala. Agora, o que passou na cabeça dele é complicado”, disse Maia.

Segundo ele, a operação terminada por volta das 12h30 deixou um morto, uma pessoa ferida com tiro de raspão na cabeça e um menor de idade detido, que estava com uma escopeta. O ferido já foi liberado e a polícia ainda não sabe informar se ele tinha envolvimento com o tráfico.

Já o delegado Ronaldo Oliveira, do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), informou que a operação deixou outros dois feridos.

Material apreendido

Foram aprendidos cerca de 300 quilos de maconha, um fuzil, uma granada, material para endolação de drogas e radiotransmissores. Para o coordenador da Core, os tiros que acertaram o prédio da prefeitura e o helicóptero da Globo , conhecido como Globocop, não significam erro de estratégia policial.

“Não tem como ter havido erro porque eu não domino a pessoa. Qualquer pessoa ali com uma arma na mão pode dar tiro em qualquer direção. Se a gente não for lá tirar essa arma e prender essa pessoa, a sociedade está correndo risco. Não vejo erro. A gente tem que ir lá", afirmou ele.

Na chegada dos policiais ao local houve intensa troca de tiros.     Tiros na prefeitura

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o prefeito Eduardo Paes estava no prédio no momento em que o edifício foi atingido. Ninguém ficou ferido. Em nota, a prefeitura informou ainda que os disparos atingiram cinco janelas de três andares.

De acordo com o delegado Ronaldo Oliveira, o objetivo da ação foi combater o tráfico de drogas e fazer um levantamento de dados para outras operações e investigações em curso.

Os policiais percorreram as favelas do Zinco, no Morro de São Carlos, no Morro da Mineira, Querosene e em outras comunidades da região. Segundo Marcus Maia, da Core, mais de 100 homens participaram da operação, que contou com o apoio de cerca de seis delegacias diferentes.    

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