Coro de parabéns emociona Chris Martin em SP

Coro de parabéns emociona Chris Martin em SP

Atualizado: Quarta-feira, 3 Março de 2010 as 12

Chris Martin não vai esquecer tão cedo seu aniversário de 33 anos. Afinal, um coro de "parabéns a você" entoado por 60 mil pessoas é catarse para rockstar nenhum botar defeito. E foi assim que o frontman do Coldplay comemorou mais um ano de vida: junto aos fãs, no show da banda inglesa em São Paulo, nesta terça-feira (02). Martin vibrou com a homenagem. "Não há melhor jeito de passar seu aniversário do que ouvindo 60 mil brasileiros cantando parabéns a você", disse. O público que lotou grande parte do estádio do Morumbi também ganhou um presente e tanto. Se nas duas turnês anteriores do Coldplay no Brasil o clima era mais intimista, agora o cenário é outro. Em sua terceira passagem pelo Brasil, com a turnê Viva La Vida , o grupo mostrou que seu espetáculo é devidamente coreografado para fazer jus ao status alcançado por eles nos últimos anos. Os números da banda são cada vez mais superlativos e os fãs, mais numerosos. Se em 2003 e em 2007, os ingleses se apresentaram na intimista casa Via Funchal, em São Paulo, em 2010, o estádio do Morumbi e todo seu gigantismo caiu como uma luva para a nova fase da banda inglesa. A abertura do show veio para deixar bem claro que a noite seria repleta de hits. Life in Technicolor, Violet Hill, Clocks, In My Place e Yellow , grandes sucessos da banda, desde o primeiro álbum, Parachutes até o último, Viva La Vida , foram apresentados na sequência. Chris Martin também fez questão de exibir seu cada vez mais ensaiado português. "Muito obrigado, galera" foi uma das frases mais ditas por ele na noite. O público embarcou na festa de sons, cores e luzes proposta pelo Coldplay. E Martin incentivava as reações calorosas sem parar. "Vamos fazer o máximo de barulho possível para uma noite de terça-feira em São Paulo", disse, no final de Yellow , em meio à espetaculosa chuva de balões amarelos. O vocalista pulava tanto no palco, com seu conhecido jeito desengonçado/carismático, que às vezes esquecia que tinha de cantar. O público, para dar uma forcinha, também não cansava de entoar coros, como feito durante a balada Fix You. Um dos momentos mais marcantes da noite rolou durante o hit Viva La Vida . Martin adentrou na passarela que dava continuação ao palco e se jogou no chão para cantar. Mas outras surpresas ainda estavam por vir. A banda saiu do palco principal e começou a tocar em um mini palco no meio da pista vip. Martin passou o microfone ao baterista Will Champion, que chamou mais um "Happy Birthday" para o colega de banda. Aproveitando o clima mais intimista, o quarteto mandou a balada Shiver , uma das pérolas de seu primeiro álbum, o mais "orgânico" de todos. Em seguida, Will ainda se arriscou no vocal e cantou. Chris improvisou na gaita. Voltando ao palco principal, os ingleses preparavam o gran finale. Em Politik , Chris debulhou as teclas do piano e mostrou a real força de seus vocais. Então, aproveitou para emendar um "caco" na letra, que enumera desejos genuínos. "Me deem uma final de Copa do Mundo entre Brasil e Inglaterra", brincou. Em seguida, uma fantástica chuva de papeis coloridos picados em forma de borboletas deu boas-vindas ao hit Lovers in Japan . Depois, o Coldplay ainda tocou o sucesso Death and All His Friends . Aí sim, eles se despediram do público, agradecendo com o famoso "muito obrigado, galera". Mas a galera queria é mais. E começou a entoar o refrão de Viva La Vida na esperança de um bis. Deu certo. E assim, Chris surgia no palco, só com seu piano, para destilar toda sua melancolia com a balada The Scientist . E o coro da plateia corria solto no Morumbi, novamente. Para fechar a noite, agora sim, de vez, Life in Technicolor 2 . No final do derradeiro bis, um bando de fogos, só para lembrar da grandiosidade da turnê Viva La Vida : o Coldplay de 2010 é sinônimo de espetáculo -e dos grandes.

Por: Vanessa Kpoersz

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