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Cratera na garagem causa transtorno a moradora da Zona Sul de SP

Cratera na garagem causa transtorno a moradora da Zona Sul de SP

Atualizado: Quinta-feira, 24 Novembro de 2011 as 1:49

A Prefeitura ainda não resolveu o problema de uma das moradoras da Vila Império, na Zona Sul da capital, onde uma cratera se abriu na garagem da casa e engoliu o carro em abril deste ano. O fiscal do povo Marcio Canuto esteve no local para ver a situação. Na época, o SPTV Comunidade apresentou os problemas enfrentados por moradores. A Prefeitura interditou várias casas e deu prazo de sete meses para construir uma galeria de águas pluviais.

No dia 12 de abril, o subprefeito de Cidade Ademar, Carlos Roberto Albertim, disse que as obras começariam após a licitação. “Vai ser construída uma nova galeria. Se tudo correr bem, num prazo de no máximo 40 dias para terminar a fase da licitação. Depois, a execução da obra será de 150 dias." Eram 150 dias a contar do mês de maio e a obra deveria terminar em outubro, mas a cratera continua na casa da doméstica Teresa Cristina da Silva.

“Eu entrei na Justiça para arrumar. Eu não tenho condições de ficar com esse problema sozinha. A Prefeitura tem que fazer alguma coisa. Eles deram auxílio-aluguel até janeiro, mas tem que arrumar o mais breve possível”, diz Teresa Cristina.

“A obra começou depois do prazo porque nos inicialmente iríamos fazer apenas uma intervenção de emergência, tirando a água que passa embaixo das casas e depositando numa galeria mais próxima. Só que nós verificamos que isso era apenas a transferência do problema. Então, nós resolvemos fazer uma obra completa. Fazer a galeria desde o ponto onde a casa desabou na garagem até a galeria na Avenida Cupece”, justifica Carlos Roberto Albertim, subprefeito de Cidade Ademar.

Segundo o subprefeito, em princípio a recuperação das casas é de competência do proprietário e a Prefeitura não pode fazer uma obra numa área particular. “Após o término da obra, nós vamos fazer uma nova avaliação. Se estiver em boas condições de habitabilidade, nós vamos suspender a interdição. Se houver um comprometimento que coloca em risco as pessoas, nós vamos entrar com um processo de desapropriação e indenizar as famílias”, avisa.

De acordo com o advogado Márcio Rachkorsky, nesses casos, a Prefeitura deveria incluir no orçamento da empreiteira responsável pela obra o reparos a danos que possam vir a acontecer. “Assim, evita-se o processo", diz.

Já o problema do asfalto na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em Pirituba, foi resolvido. A sinalização do lugar também foi refeita. No lugar havia um buraco que ocupava uma das pistas e dificultava o trânsito na região.          

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