Cremerj diz que maioria dos falsos médicos atua em emergências

Cremerj diz que maioria dos falsos médicos atua em emergências

Atualizado: Quinta-feira, 2 Setembro de 2010 as 2:32

A vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), Vera Fonseca, afirmou, em entrevista ao programa Mais Você na manhã desta quinta-feira (2) que a maioria dos falsos médicos atua na emergência dos hospitais. Ela foi convidada ao programa para comentar o caso do falso médico que atendeu a menina Joanna Cardoso Martins, de 5 anos, que morreu no dia 13 de agosto após ficar quase um mês em coma .

Joanna foi atendida no Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, e foi liberada desacordada por um falso médico , estudante de medicina. A menina foi internada depois em um hospital em Botafogo, na Zona Sul da cidade.

De acordo com a vice-presidente, é possível verificar junto ao Cremerj e ao Conselho Federal de Medicina todos os médicos registrados, mas, como a maioria dos profissionais atua nas emergências dos hospitais, Vera deu algumas dicas de como avaliar um médico na hora do atendimento de urgência.

Segundo ela, é preciso prestar atenção como o médico se identifica no atendimento ao paciente. Em seguida, é preciso verificar a receita prescrita, e se a assinatura feita na receita bate com o nome do carimbo do médico e com o nome dado na identificação do profissional.

O Ministério Público do Rio pediu, por meio da 25ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, esclarecimentos médico-hospitalares sobre os cuidados prestados à Joanna .

O falso médico foi indiciado por homicídio doloso - quando há intenção de matar. Para ele, o falso médico, que admitiu à polícia ser estudante de medicina, assumiu o risco de provocar eventuais mortes, já que não estava apto para exercer a função. O estudante teve a prisão decretada logo após a morte de Joanna, no dia 13 de agosto, mas está foragido.

De acordo com a polícia, a pediatra do Hospital Rio Mar, acusada de contratar o estudante, também foi indiciada pelos cinco crimes. Ela está presa desde 14 de agosto , em uma penitenciária em Bangu, na Zona Oeste da cidade. Em depoimento, a médica negou as acusações.

Joanna era alvo da disputa dos pais desde o nascimento. A causa de sua morte ainda é desconhecida para a polícia e os médicos. Uma das hipóteses investigada é se a menina foi vítima de maus-tratos, já que ela tinha uma mancha nas nádegas que, segundo o laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML), parecia uma queimadura.

O número de denúncias de falsos médicos aumentou após o caso de Joanna.

Denúncias de falsos médicos podem ser feitas pelo site ou pelo telefone: (21) 3184-7142

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