Cresce o número dos que se declaram pardos no país, segundo IBGE

Cresce o número dos que se declaram pardos no país, segundo IBGE

Atualizado: Sexta-feira, 18 Setembro de 2009 as 12

O número de pessoas que se declaram pardas cresceu 1,3 ponto percentual entre 2007 e 2008. No mesmo período, foram registradas reduções nos índices de pessoas que se declaram pretas (com queda de 0,7 ponto percentual) e brancas (com queda de 0,8 ponto percentual). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 18 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os termos branco, preto e pardo são utilizados no relatório oficial do IBGE. Já entre 2006 e 2007, houve um aumento de 0,5 ponto percentual entre aqueles que declararam pretos e redução de 0,3 ponto percentual de brancos.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007 e 2008 divulga indicadores socioeconômicos do país, segundo levantamentos que foram realizados em setembro de cada um dos anos.

Em 2008, a distribuição populacional por cor ou raça contava com 48,4% de pessoas brancas, 43,8% de pardos, 6,8% de pretos e 0,9% de amarelos e indígenas. De acordo com o estudo, nas regiões Norte e Nordeste predomina a população parda. No Norte, os pardos são 71%. No Nordeste, eles são 62,2%. O maior índice de pretos do país também está no Nordeste, com 7,9% da população do estado. Já na Região Sul, 78,7% das pessoas se declararam brancas.

Mais mulheres  

A pesquisa analisa também a distribuição populacional quanto ao sexo. Em 2008, a população do país era composta por 92,4 milhões de homens e 97,5 milhões de mulheres. Regionalmente, as mulheres são maioria em quase todas as regiões, com exceção do Norte, onde os números de homens e mulheres se equivalem.

Apesar de serem maioria, as mulheres apresentam uma estrutura etária mais envelhecida que a população masculina. Pouco menos de 7% das mulheres, em 2008, tinham entre 0 e 4 anos, enquanto os homens nessa faixa etária são 7,5%. Já a população de 60 anos ou mais representava 12,1% das mulheres e 10% dos homens.

Domicílios e migração

O número médio de pessoas por domicílio, em 2008, ficou em 3,3 e, por família, 3,1. A Região Norte registrou os resultados mais elevados em ambos os índices: 3,8 e 3,5 pessoas, em média, respectivamente. A Região Sul tem a média mais baixa de pessoas por família, com 2,9. Quanto à média de pessoas por domicílio, Sul e Sudeste têm o menor índice, com 3,1.

A parcela de domicílios com um único morador manteve a tendência de crescimento. De 2007 para 2008, essa proporção passou de 11,5% para 12%.

Em 2008, as pessoas não naturais do município de residência correspodiam a 40,1% da população do país, mais do que em 2007, quando o índice era de 39,8%. Com relação à taxa de migração nos estados, o índice de pessoas não naturais residentes nas Unidades da Federação foi de 15,7% em 2007 e em 2008.

A região com a maior proporção de residentes não naturais é o Centro-Oeste, onde os migrantes em relação aos municípios correspondem a 54,2% da população da região. Em seguida estão as regiões Sul, com 44% de migrantes, Norte (43,3%), Sudeste (41,3%) e Nordeste (31,8%).

Dentre os não naturais de seu estado de residência, 54% tinham 40 anos ou mais. O perfil etário dos migrantes, segundo o IBGE, é mais envelhecido, isso devido aos deslocamentos por melhores oportunidades de trabalho.

Envelhecimento

Uma tendência já demonstrada em estudos anteriores realizados pelo IBGE aponta para o envelhecimento da população brasileira. O total de pessoas com 40 anos ou mais, segundo a Pnad 2008, cresceu 4,5% com relação ao ano anterior.

Apesar do comportamento, a Região Norte mantém a tendência etária mais jovem, com 1,4 milhão de crianças de 0 a 4 anos em 2008 - um número maior do que o de idosos (1,1 milhão). O Norte tem ainda o menor percentual de pessoas com 60 anos ou mais, 7,1%.

No Sul e Sudeste, a população de 40 anos ou mais representa 38,1% e 37,8% do total, o que as torna as regiões com estrutura etária mais envelhecida.

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