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Crianças participam de reconhecimento de pedófilos em Catanduva

Crianças participam de reconhecimento de pedófilos em Catanduva

Atualizado: Quinta-feira, 14 Maio de 2009 as 12

Dez crianças vítimas de abuso sexual em Catanduva, a 385 km de São Paulo, participarão nesta quinta-feira, 14 de maio, de uma sessão de reconhecimento dos dois principais suspeitos de atentado violento ao pudor contra elas.

A audiência que será realizada durante a tarde faz parte da ação penal derivada do primeiro inquérito contra os dois homens, apontados também como integrantes de uma rede de pedofilia na cidade.

O juiz Celso Mazitelli disse ao G1 por telefone que a sessão de reconhecimento pode se estender por mais de um dia porque há muitas testemunhas a serem ouvidas. "As vítimas ficarão separadas dos supostos agressores por um vidro espelhado que não permite que sejam vistas pelos réus", afirmou.

Os dois homens que estão presos também são alvos de uma investigação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) de São José do Rio Preto. Os promotores e a Polícia Civil da cidade apuram denúncias de uma rede de pedofilia. A suposta rede teria feito mais de 50 vítimas, entre crianças de 6 a 12 anos de idade, de acordo com a juíza Sueli Juarez Alonso.

A juíza pediu a prisão de outros dois suspeitos - um médico e um empresário da cidade, mas antes de serem presos eles conseguiram habeas corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo.  Outros quatro suspeitos estão de volta às ruas.

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, do Senado Federal, esteve na cidade durante uma semana no mês de março. Durante uma das sessões, realizada na Câmara Municipal de Catanduva, a primeira delegada encarregada do caso admitiu aos senadores que errou ao avisar o advogado de um dos suspeitos sobre a realização futura de uma blitze na casa do cliente dele.

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