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Crianças que sofrem abuso mudam o comportamento na escola

Crianças que sofrem abuso mudam o comportamento na escola

Atualizado: Sexta-feira, 22 Maio de 2009 as 12

Queimaduras, feridas, cortes, mordidas ou vergões. Lesões físicas e psicológicas que demoram a desaparecer com o tempo e, muitas vezes, não desaparecem. Isso tudo é consequência de uma violência que faz calar ou ensina a agredir. Por isso, denunciar a violência doméstica é dever de todos. No I Encontro Municipal pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, realizado na quarta-feira, dia 20 de maio, o psicólogo formado pela Universidade do Vale do Itajaí, Sidiney Manthey, lembrou que o professor é o observador do comportamento dos alunos. "Ainda que não queira se envolver, não deve omitir".

Segundo Manthey, o comportamento da criança que sofre violência sexual geralmente se mostra em dois diferentes polos. "Ela pode partir para o lado da violência e passar a agredir como uma forma de se proteger, ou vai criar uma conduta introspectiva, ficando tímida, calada, às vezes chorando", explica, acrescentando que, "quando há a violência física, o educador deve ficar atento para perceber sinais, como manchas, hematomas ou marcas na pele. É importante investigar um pouco mais".

Vítimas de abuso

Atuante no atendimento a vítimas, Manthey conta que outros sinais de abuso aparecem no comportamento das crianças. "Elas ficam desleixadas ou deixam de tomar banho com o objetivo de desestimular o agressor. Muitas vezes esta conduta silenciosa é um grito, denunciando um abuso que está acontecendo com ela". Ele lembra que a criança passa grande parte do dia na escola. "Se uma criança sofre abuso, é na instituição de ensino que será possível ver os sinais. É importante que o professor fique atento e denuncie, mesmo que anonimamente. É um dever ético, porque vai refletir no trabalho dele".

Outros sinais a observar

Para a identificação de possíveis vítimas de abuso sexual em sala de aula, os educadores devem ficar atentos à ausência escolar sem motivo, à resistência em participar de atividades físicas, a se desvestir ou ser desvestida e também em voltar para casa após a aula. A vítima de abuso pode ter dificuldade em se concentrar, queda súbita de rendimento, isolamento social e alternância de humor.

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