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Criminosos que mataram empresário tentaram amarra-lo, diz polícia

Criminosos que mataram empresário tentaram amarra-lo, diz polícia

Atualizado: Segunda-feira, 21 Março de 2011 as 4:41

Os criminosos que mataram o microempresário Damião Laurindo de Almeida, de 33 anos, em Guarulhos, na Grande São Paulo, tentaram amordaçar sua boca e amarrar suas mãos. O crime aconteceu na manhã desta segunda-feira (21), em uma rua no Jardim Santa Rita.

Segundo a Polícia Civil, por volta das 7h cinco homens armados colidiram o carro em que estavam, um Palio Weekend verde, no veículo que era dirigido por Damião, um Strada Adventure preto. Pensando que se tratava de um acidente, o microempresário desceu da caminhonete e foi abordado pela quadrilha.     Um homem assumiu a direção e mandou Damião e os demais ocupantes do Strada Adventure, um sobrinho da vítima, de 19 anos, e um ajudante de obras de 44 anos, a ocuparem o banco de trás. Dois outros criminosos subiram na caçamba; a dupla restante ficou no Palio Weekend.

“Quando ele [Damião] percebeu que seria amarrado e amordaçado, reagiu”, afirmou o delegado José Francisco Cavalcante Filho, titular do 9o Distrito Policial de Guarulhos, que investiga o assassinato. “Os criminosos não esperavam a reação e houve os disparos.”

Três tiros atingiram o microempresário e outros dois, seu sobrinho. Um rapaz de 26 anos que estava em um ponto de ônibus próximo também foi baleado na perna. A quadrilha fugiu sem levar nada. Até as 15h, nenhum suspeito havia sido preso.

Damião foi levado para o Hospital Geral de Guarulhos, mas morreu. Os outros feridos também foram socorridos pela polícia e por pessoas que passavam pela região. A polícia trabalha com duas hipóteses: tentativa de sequestro e roubo. O retrato falado da quadrilha deve ser feito nos próximos dias.

Tristeza

Abalada com a morte, a família de Damião estava revoltada com o crime. “Ele era uma pessoa do bem, que ajudava a todos”, disse uma prima da vítima que não quis que o nome fosse revelado.

Irmão de Damião, o comerciante Pedro Laurindo Neto, de 30 anos, disse acreditar que ele foi vítima de uma tentativa de sequestro. “Ele investia em muitos imóveis”, afirmou. “Mas não tinha inimigos”, acrescentou, descartando um possível acerto de contas.

O microempresário trabalhava com quiosques de venda em estações de Metrô de São Paulo. Ele deixa mulher e dois filhos ainda crianças. Seu enterro deve ocorrer na Paraíba, estado onde nasceu.

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