Cruz e placar da violência no RJ são fixados na Praia de Copacabana

Cruz e placar da violência no RJ são fixados na Praia de Copacabana

Atualizado: Terça-feira, 1 Novembro de 2011 as 1:06

Amigos e parentes de engenheira desaparecida protestam em Copacabana (Foto: Divulgação) Um placar da violência no Rio, um grande recorte de uma lona simbolizando uma vítima morta e também a cruz preta em memória da  juíza Patrícia Acioli   - que foi entregue à família da engenheira Patrícia Amieiro Franco no domingo (30) - foram fixados nas areias da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta terça-feira (1º). A jovem está desaparecida desde junho de 2008 .

“A gente quer que os policiais, em ambos os casos, vão a júri popular e sejam condenados. O caso da minha irmã tem que ser um exemplo de Justiça. O ato é um pedido de Justiça. Senão vai ser dado alvará pra todo mundo sair matando e escondendo os corpos”, disse Adryano Franco.

PMs respondem pelo crime

Familiares e amigos de Patrícia pedem que tanto a cruz quanto o placar permaneçam no local até o dia 4 de dezembro, quando uma homenagem será prestada a todas as vítimas de violência e impunidade no estado do Rio de Janeiro nos últimos anos. O placar mostra que de janeiro a junho deste ano o número de mortes violentas no estado passaria de 30 mil.

“Todo mundo vai ter um espaço para colocar faixa, protestar. Todo mundo sabe que foram policiais que mataram e esconderam o corpo da minha irmã. Mas a Justiça está muito lenta. Em um ano só fez uma audiência”, explicou. Um placar da violência no Rio, um grande recorte de uma lona simbolizando uma vítima morta e também a cruz preta em memória da  juíza Patrícia Acioli   - que foi entregue à família da engenheira Patrícia Amieiro Franco no domingo (30) - foram fixados nas areias da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta terça-feira (1º). A jovem está desaparecida desde junho de 2008 .

“A gente quer que os policiais, em ambos os casos, vão a júri popular e sejam condenados. O caso da minha irmã tem que ser um exemplo de Justiça. O ato é um pedido de Justiça. Senão vai ser dado alvará pra todo mundo sair matando e escondendo os corpos”, disse Adryano Franco.

PMs respondem pelo crime

Familiares e amigos de Patrícia pedem que tanto a cruz quanto o placar permaneçam no local até o dia 4 de dezembro, quando uma homenagem será prestada a todas as vítimas de violência e impunidade no estado do Rio de Janeiro nos últimos anos. O placar mostra que de janeiro a junho deste ano o número de mortes violentas no estado passaria de 30 mil.

“Todo mundo vai ter um espaço para colocar faixa, protestar. Todo mundo sabe que foram policiais que mataram e esconderam o corpo da minha irmã. Mas a Justiça está muito lenta. Em um ano só fez uma audiência”, explicou. Patrícia Amieiro Franco sumiu no dia 14 de junho de 2008. Policiais militares são suspeitos de terem disparado tiros contra o carro da jovem e, depois, de terem sumido com o corpo. O veículo foi encontrado com o vidro traseiro quebrado, o porta-malas aberto, o cinto de segurança afivelado e sem vestígios de sangue, na Barra da Tijuca.

Dois dos policiais militares acusados respondem por homicídio doloso qualificado e ocultação de cadáver. Os outros dois respondem apenas pelo segundo crime. Os acusados ficaram presos de junho a setembro de 2009. Um ano depois, em setembro de 2010, os quatro PMs acusados de participar do sumiço da engenheira prestaram depoimento por cerca de duas horas no Tribunal de Justiça. Eles voltaram a negar envolvimento no caso .

Cruz

A cruz preta foi colocada em agosto na Praia de Icaraí, no Rio, em memória da juíza morta no mesmo mês. A família da engenheira decidiu, em um gesto simbólico, passar a "carregar" a cruz, como expressão do seu desejo de que haja o mesmo empenho na investigação sobre o desaparecimento da engenheira, e também para os demais casos de homicídio sem esclarecimento no estado.

Morte da juíza

No dia 10 de outubro a Justiça decretou a prisão preventiva dos 11 PMs suspeitos na morte da juíza . Ela foi morta com 21 tiros na noite do dia 11 de agosto, quando chegava em casa, em Piratininga, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Na denúncia do Ministério Público , foi pedido ainda que o tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar (São Gonçalo), apontado como mandante do crime, e o tenente, acusado de executá-lo, sejam transferidos para um presídio federal, fora do Rio de Janeiro, em Regime Disciplinar Diferenciado, com restrição de comunicação e isolamento. O juiz, no entanto, decidiu mantê-los, provisoriamente, nos lugares.

O tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira é ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) e do 22º BPM (Maré). Na  ocasião em que foi preso, ele afirmou ser inocente .        

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