MENU

Cupim e infiltração ameaçam Palácio da Justiça de SP

Cupim e infiltração ameaçam Palácio da Justiça de SP

Atualizado: Terça-feira, 28 Dezembro de 2010 as 11:41

As vigas metálicas espalhadas pelos austeros corredores do 6º andar denunciam que há algo de errado no Palácio da Justiça, a sede do Judiciário paulista, no centro de São Paulo. Elas tiveram de ser instaladas às pressas, depois que um laudo encomendado pelo Tribunal de Justiça (TJ) constatou infestações de cupim, infiltrações e sobrecarga de equipamentos sobre o forro de estuque, que ameaçava desabar.

A situação mais crítica era a da biblioteca, no 4º andar. Ali, os arquitetos encontraram danos severos na estrutura de madeira que sustenta o forro de 219 metros quadrados. Além da instalação de andaimes e mantas de proteção, recomendou-se a imediata interdição do salão de leitura, reservado aos visitantes. O acervo foi transferido para outro prédio. Os funcionários só tiveram autorização para continuar trabalhando debaixo do forro depois que ele recebeu as novas vigas de sustentação.

As fotos e plantas que acompanham o diagnóstico das condições estruturais do Palácio da Justiça revelam um amplo leque de deficiências - "sinais de umidade no teto, acúmulo de água em calhas, trincas, fissuras, pontos de infiltração, perda de camadas de revestimento e áreas com o forro abaulado".

Obras

Diante desse quadro preocupante, a Corte decidiu acelerar o plano de reforma das áreas internas de sua sede. O contrato para a elaboração do projeto foi assinado no dia 10. Por R$ 1,2 milhão, o consórcio formado pelos escritórios de arquitetura Argeplan, Kruchin e Kiefer vai traçar o plano de recuperação do palácio, erguido de frente para a Praça Clóvis Bevilacqua. A ideia é que tudo seja renovado - rede elétrica, hidráulica, de internet e de telefonia, além dos sistemas de proteção e combate a incêndio, segurança, sonorização e até comunicação visual.

O projeto de restauro do telhado, mais urgente, deverá ser entregue em 90 dias para que o TJ possa agilizar os pedidos de autorização junto aos órgãos estadual e municipal de defesa do patrimônio histórico (Condephaat e Conpresp) e providencie a contratação da obra. O prazo para conclusão do resto do projeto é de um ano. O tribunal planeja gastar R$ 50 milhões com as obras de reforma do palácio.

veja também