Curitiba sedia congresso internacional de pediatria

Curitiba sedia congresso internacional de pediatria

Atualizado: Segunda-feira, 30 Agosto de 2010 as 3:03

Por que as crianças não querem comer? Quais as alternativas para a reabilitação de um pequeno vítima de paralisia? Como administrar a dor crônica em uma criança?

As respostas para estas e outras perguntas estão sendo objeto de vários debates que acontecem desde ontem durante o III Congresso Internacional de Especialidades Pediátricas, promovido pelo Hospital Pequeno Príncipe no Estação Embratel Convention Center. O evento acontece a cada cinco anos e segue até terça-feira.

Para Victor Horácio de Souza Costa Júnior, da infectologia do hospital, o evento é uma excelente oportunidade para conhecer o trabalho de outras partes do Brasil e do mundo, mas também dos próprios colegas de cidade.

"É a melhor forma de mostrar nossa pesquisa científica. Com a rotina intensa do hospital, nem sempre podemos acompanhar o que os colegas estão fazendo", ressalta.

Ele vai ministrar uma palestra sobre as doenças transmitidas por animais de estimação, principalmente alergias, doenças de pele e a toxoplasmose, que pode ser contraída através do contato com as fezes do gato. Segundo o infectologista, ainda que o animal tenha acompanhamento veterinário e higiene assídua, existe o risco de transmissão de doenças.

"É necessário evitar carinhos excessivos, porque o animal tem bactérias que fazem parte de sua flora normal, mas que são estranhas á flora humana", explica.

Até os sete anos, quando o sistema imunológico da criança ainda está em formação, é importante evitar atos comuns como beijar os animais, ou esfregá-los na pele.

Outra questão debatida amplamente na palestra é a nutrição dos pequenos e os transtornos alimentares dos adolescentes. Também integrante do corpo clínico do hospital, a médica Gislayne Castro e Souza Nieto trará alternativas para resolver o problema da criança que não quer comer, algumas por falta de apetite, outras por patologias, ou por hiperatividade.

"Há muita oferta de alimentação para as crianças, por isso temos que começar desde cedo na educação alimentar, mas sem tanto estresse, porque sob imposição ela não vai querer comer. A substituição deve ser gradativa", ressalta.

Fisioterapia

Uma das palestras mais interessantes de ontem foi a da gaúcha Fabiana Wachholz sobre a Wiireabilitação. O videogame tem sensores que identificam os movimentos das crianças através dos controles, o que permite que elas participem ativamente dos jogos.

Há três anos ela abriu uma clínica no Rio Grande do Sul e começou a usar o tratamento assim que chegou o aparelho no Brasil. "O controle sem fio permite maior amplitude dos movimentos. Além da recuperação física, as crianças tímidas se soltam e melhoram o rendimento na escola. Uma criança que não caminha, através do jogo, consegue se imaginar em uma quadra, sendo campeã de qualquer esporte", garante Fabiana.

Postado por: Thatiane de Souza

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