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Debate entre candidatos no Paraná transcorre em clima morno

Debate entre candidatos no Paraná transcorre em clima morno

Atualizado: Quarta-feira, 29 Setembro de 2010 as 9:52

Encontro só teve um pedido de direito de resposta, não atendido. Quem mais atacou foi Luiz Felipe Bergmann, do PSol Contrariando a expectativa, o debate entre os quatro principais candidatos ao governo do Paraná, promovido pela RPC/Globo, não foi uma guerra. Bastante sereno, principalmente no confronto Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT), só teve um pedido de direito de resposta, e que não foi atendido. Quem mais atacou foi Luiz Felipe Bergmann, do PSOL, que se referiu ao tucano como “playboy de cidade” e chamou o pedetista de homem ligado ao agronegócio.

Conduzido pela jornalista Sandra Annenberg, o programa, que contou ainda com a presença de Paulo Salamuni (PV), terminou aos 30 minutos da madrugada de terça para quarta-feira. A primeira pergunta, por sorteio, foi formulada por Salamuni a Beto Richa, sobre a aplicação de recursos públicos em obras para a Copa do Mundo de 2014. O tucano respondeu ser contrário a investimentos oficiais em áreas particulares, mas fez uma ressalva: os benefícios serão grandes, principalmente quanto à infraestrutura, defendendo o esforço da prefeitura de Curitiba.

Comparações

Na sequência foi abordado o tema emprego, quando Beto Richa endereçou pergunta a Osmar Dias, que respondeu invocando o governo Lula e, citando números, fez uma comparação com o governo Fernando Henrique Cardoso. O pedetista reafirmou sua intenção de criar uma agência de fomento econômico.

Pedágio, segurança pública e saúde foram outros assuntos em pauta. Enquanto Osmar Dias e Beto Richa repetiam as promessas de campanha, insistindo na questão do tráfico de drogas na fronteira, Salamuni defendia a importância do crescimento da onda verde na atual eleição e a necessidade de maior atenção ao ensino – para que se recupere o “prazer de aprender e a alegria de ensinar”.

Já Bergmann, quando se dirigia a Beto e Osmar, não poupava críticas. Sobre a corrupção, disse que ela está enraizada no financiamento privado de campanha, que deve se tornar público, com uma reforma política. “Aí, ninguém mais vai gastar fortunas para comprar votos”, disse.

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