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Defesa Civil faz vistoria em casas afetadas por deslizamento em SP

Defesa Civil faz vistoria em casas afetadas por deslizamento em SP

Atualizado: Quinta-feira, 9 Dezembro de 2010 as 10:32

Funcionários da Defesa Civil de São Paulo iniciaram na manhã desta quinta-feira (9) uma vistoria no Jardim Maringá, na Zona Leste, onde houve um desabamento nesta quarta-feira (8). Vinte casas foram afetadas e 45  foram interditadas e tiveram que ser desocupadas. Cerca de cem moradores foram retirados a tempo e ninguém ficou ferido. Inicialmente, a Defesa Civil informou que eram 21 imóveis afetados, mas após uma observação mais atenta revisou o número.

O desmoronamento ocorreu pouco depois das 16h de quarta. Geólogos estiveram no local para avaliar o que causou o acidente. A Defesa Civil continua em alerta, já que há riscos de mais deslizamentos, principalmente se voltar a chover.

“Nós continuaremos fazendo vistorias e podermos ter novas interdições, mas provavelmente esse número é quase definitivo. Vamos fazer as retiradas dos bens dessas pessoas, e acompanhando no sentido de acalmar a população”, explicou o coordenador da Defesa Civil de São Paulo, coronel Jair Paca de Lima.   Algumas famílias decidiram passar a noite em frente às casas interditadas, vigiando o que não pôde ser retirado. No começo da madrugada, a chuva forte assustou quem estava no local. Durante a madrugada, foram ouvidos vários barulhos vindos dos escombros.

Foram os próprios moradores que perceberam o problema e viram rachaduras durante a manhã. Eles acionaram a Defesa Civil e foram retirados de suas casas. Muitos tiveram tempo apenas de pegar alguns pertences. Segundo a Prefeitura, apenas uma família solicitou abrigo – as demais preferiram seguir para casa de parentes e amigos.

O secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, afirmou que a área em aclive foi ocupada irregularmente há 20 anos e já fazia parte de um diagnóstico elaborado pela Prefeitura e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) como área de risco. Ele reconheceu, porém, que partiu dos moradores o aviso para que equipes de emergência atendessem a ocorrência.    

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