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Defesa Civil faz vistoria em casas atingidas por deslizamento em SP

Defesa Civil faz vistoria em casas atingidas por deslizamento em SP

Atualizado: Sexta-feira, 8 Julho de 2011 as 11:11

Duas pessoas morreram soterradas em delizamento no Morro dos Macacos  (Foto: Letícia Macedo/G1)

A Defesa Civil começou por volta das 9h desta sexta-feira (8) uma vistoria na área atingida por um deslizamento na manhã desta quinta (7), no Morro dos Macacos, na Cidade Ademar, na Zona Sul de São Paulo. Uma criança de 3 anos e uma adolescente grávida morreram no acidente.

Dez casas foram atingidas pelo deslizamento de terra e danificadas. Inicialmente, a Defesa Civil chegou a interditar 50 imóveis, mas após uma avaliação 26 foram liberados – os outros 24 permaneciam interditados nesta manhã. “É possível que mais casas sejam interditadas após as vistorias”, declarou o coordenador da Defesa Civil da Subprefeitura de Cidade Ademar, Orlando Marques.

Moradores devem participar ainda nesta manhã de encontro com assistentes sociais para definir se aceitam a proposta da Prefeitura para deixar o local, segundo a Defesa Civil. “Quem quiser fazer a mudança já tem caminhão disponível para transportar os móveis”, afirmou Marques.     Dia seguinte

Durante o início da manhã, o pedreiro Adriano de Jesus Dias, de 35 anos, entrou na sua casa interditada desde quinta-feira e recuperou alguns pertences. “Aproveitei que a Defesa Civil não estava e peguei os colchões, as roupas das crianças. Perdi vários móveis novos”, afirmou.

Na manhã de quinta-feira, seus netos dele estavam na casa dele, que não chegou a desabar, mas serviu de anteparo para a terra que desceu do morro. “Meu neto estava em casa na hora do deslizamento e viu a hora em que a laje caiu. Ele viu o cachorro sendo trazido pela terra. Ele pegou a minha neta e pulou pela janela”, disse Dias, que passou a noite na casa de um cunhado, em Diadema, no ABC.

Adriano, que teve casa interditada, voltou ao Morro

dos Macacos para recuperar pertences nesta sexta

(Foto: Letícia Macedo/G1)

  Segundo ele, a residência já havia sido visitada na semana passada por técnico da Secretaria de Habitação, mas aguardava uma definição sobre qual seria o seu destino.

“Mediram tudo, mas não falaram se iam dar o aluguel social ou se seríamos indenizados”, afirmou. Ele ainda não sabe onde vai passar a próxima noite. “Só Deus para abrir uma porta agora”, declarou.          

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