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Defesa de Fernandinho Beira-Mar diz que acusações são fofocas

Defesa de Fernandinho Beira-Mar diz que acusações são fofocas

Atualizado: Terça-feira, 10 Novembro de 2009 as 12

Os advogados de defesa do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, desqualificaram as acusações contra o cliente e afirmaram que não há provas para condenação. Ele está sendo julgado sob acusação de ser o mandante do assassinato do também traficante João Morel, em 21 de janeiro de 2001, dentro da cela número 38, no ESPM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima) de Campo Grande.

O primeiro a usar a palavra foi o advogado Luiz Gustavo Battaglin Maciel, que afirmou que a Justiça deve antes de qualquer decisão de condenação é obrigado a defender a constituição.

''O caso de hoje é bastante emblemático. Dizem que o réu não é uma pessoa comum. No Brasil, quem são as pessoas que vão para cadeia? São pessoas pobres. Os ricos nunca vão. Fernando nasceu em uma família pobre, na comunidade de Beira-Mar, em Duque de Caxias [Baixada Fluminense]''.

A defesa ainda desqualificou a matéria da Rede Record, utilizada pelos representantes do Ministério Público, dizendo que a reportagem era sensacionalista. No entanto, não fez menções em que trechos a reportagem teria qualquer tipo de contradição.

Em seguida, o advogado Wellington Correa da Costa Junior, afirmou que não há provas que sustentem que Beira-Mar seja o mandante do assassinato de Morel.

''Há apenas o ouvi dizer que foi o Fernandinho Beira-Mar que mandou matar o Morel. Quem aqui nunca foi vítima de uma fofoca. Isso é fofoca''.

Ele chegou a discutir com o promotor de Justiça, Paulo Cézar Passos, por um breve instante, quando foi questionado sobre o fato de Beira-Mar ser traficante. Costa Junior ainda falou sobre os depoimentos sobre as contradições de uma das testemunhas que teria prestado sete declarações com imprecisões.

Neste momento, os representantes do Ministério Público utilizam a réplica por uma hora e logo depois a Defesa terá disponível o mesmo período para a tréplica.

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