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Defesa de preso suspeito de atirar em criança pede habeas corpus

Defesa de preso suspeito de atirar em criança pede habeas corpus

Atualizado: Sexta-feira, 24 Junho de 2011 as 1:22

Do G1 SP

imprimir A defesa do universitário suspeito de abrir fogo com uma espingarda de chumbinho contra um grupo de crianças em Santo André, no ABC, deve entrar com um pedido de liberdade provisória na Justiça para que o estudante de direito responda solto aos crimes de lesão corporal e porte ilegal de armas. A informação é do advogado do jovem de 19 anos.

O rapaz foi preso em flagrante pela polícia na tarde de quinta-feira (23), quando pais das vítimas disseram ter visto alguém atirar contra as crianças que brincavam na praça do alto de um prédio. Na manhã desta sexta (24), o aluno foi transferido do 1º Distrito Policial, de Santo André, onde o caso foi registrado, para a cadeia pública da cidade.

O ataque ocorreu em um parque da Vila Assunção, região central de Santo André. Segundo a Polícia Civil, o universitário confirmou ter atirado, mas afirmou em seu depoimento que testava a arma contra uma construção e não se lembrava de ter machucado as crianças.     No apartamento do estudante de direito, a polícia encontrou uma coleção de armas. A maioria era de brinquedo, mas também tinha a espingarda de chumbinho e uma arma de verdade. Foram 12 pistolas, seis espadas e um fuzil apreendidos, além de um revólver calibre 32.

As três meninas que ficaram feridas foram levadas para o hospital, medicadas e liberadas.

Vizinhos do estudante contam que ele é um rapaz educado, filho de médicos e que acaba de entrar na faculdade. O jovem mora no 14º quarto andar de um prédio que fica em frente à praça.

Testemunhas disseram que o universitário atirou lá de cima do edifício, disparando várias vezes na direção do chafariz e acertou três crianças que estavam brincando na praça.

Os pais e responsáveis pelas crianças feridas disseram que foram momentos de muita tensão. “Havia crianças chorando, carros da polícia, uma confusão. Os tiros de chumbinho atingiram costas, ombro, perna”, disse Maria Rita.

“Eu comecei a gritar. Aí, ao mesmo tempo, chegou a menina já machucada na perninha, né? Aí eu falei ‘tem alguém atirando, vamos saindo, vamos saindo, senão vai machucar mais crianças’. Aí que até o momento eu não sabia de onde estavam vindo os tiros, né?”, disse Dojival Paz de Lima, que entrou em desespero quando viu as meninas machucadas.

“Dentro da fonte só havia as crianças. Elas eram o alvo mesmo. O objetivo foi atingir as crianças, provavelmente”, disse o montador de móveis Marco Antônio Benedito.      

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