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Defesa do casal Nardoni levará fralda a jurados

Defesa do casal Nardoni levará fralda a jurados

Atualizado: Quinta-feira, 18 Março de 2010 as 12

A defesa do casal Nardoni, acusado de matar Isabella, pretende apresentar aos jurados todo o material que foi recolhido pela Polícia Técnico Científica de São Paulo do apartamento onde a menina caiu há dois anos. Dentre as peças, estão a tela de proteção da janela do sexto andar, que teria sido rompida, a faca e a tesoura usadas para cortá-la, as roupas e sapatos de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá e a fralda que teria estancado o sangue da criança no dia 29 de março de 2008.

O juiz Maurício Fossen, que irá conduzir o júri a partir da próxima segunda-feira (22), autorizou no início desta semana o pedido feito pelo advogado do casal, Roberto Podval, para levar ao julgamento as peças que foram usadas pelos Institutos Médico Legal (IML) e de Criminalística (IC) para ajudar a culpar o pai e a madrasta de Isabella pela morte da garota. Além das peças técnicas, depoimentos de testemunhas também pesaram para apontar o casal como suspeito. Mais de 20 pessoas deverão ser ouvidas no júri. 

Sacos com o material colhido no apartamento dos Nardoni já saíram do IC e do IML, onde estavam guardados, e estão agora no Fórum de Santana, onde ocorrerá o júri. O objetivo de Podval será o de desqualificar o trabalho dos peritos. O advogado não foi encontrado nesta quinta-feira (18) para comentar o assunto.

Na semana passada, Podval chegou a dizer que “a perícia não pode trabalhar para montar uma história que a polícia não conseguiu montar. E neste caso eu não tenho dúvida que isso foi feito: a perícia trabalhou em função da polícia”.

A acusação foi informada na quarta-feira (17) pela Justiça sobre o fato de a defesa querer usar as peças da perícia. Assim como o advogado dos Nardoni, o promotor Francisco Cembranelli, responsável por denunciar o casal pela morte de Isabella, também irá usar um material para apresentar aos sete jurados: trata-se de um vídeo feito pelo IC sobre como teria ocorrido o crime e uma maquete do Edifício London, na Zona Norte da capital.

Na versão da polícia, o casal para na garagem do prédio, local onde a madrasta teria agredido Isabella. Vestígios de sangue teriam ficado no carro.

Para a acusação, Alexandre entrou em casa com a filha no colo e a jogou no chão da sala. Em seguida, Ana Jatobá teria asfixiado a menina com as duas mãos. Pela conclusão dos peritos, Alexandre pegou uma faca e uma tesoura, foi ao quarto e cortou a tela de proteção.

Depois, pegou a filha no colo, entrou no quarto e caminhou sobre a cama. A pegada de Alexandre ficou no lençol. O pai teria jogado a menina desacordada pela janela. A tela de proteção deixou marcada a camiseta do pai.

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada caída no jardim do prédio pelo porteiro. Era uma noite de sábado, a menina não resistiu. Alexandre Jatobá, únicos réus pela morte, alegam inocência: afirmam que um ladrão teria entrado no apartamento quando o casal estaria na garagem com os outros filhos. Essa terceira pessoa nunca foi encontrada. 

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