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Defesa pede liberdade de cacique preso durante julgamento em MT

Defesa pede liberdade de cacique preso durante julgamento em MT

Atualizado: Terça-feira, 25 Outubro de 2011 as 9:53

Xavante acusado de matar chefe da Funai foi preso

durante julgamento (Foto: Reprodução /TVCA) A defesa do cacique Marvel Xavante deve entrar nesta terça-feira (25) com um pedido de liberdade provisória do acusado no Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília. O índio foi preso na semana passada durante a realização do Júri Popular, em Cuiabá. Ele é acusado de ter assassinado o chefe do posto da Funai em uma aldeia de Água Boa, que fica a 700 quilômetros de Cuiabá, em setembro de 2001.

O cacique foi preso a pedido do Ministério Público Federal (MPF) que entendeu que a principal testemunha de acusação não compareceu ao julgamento por ter sido coagida pelo indígena. A sessão do júri chegou a começar, mas foi suspensa logo após a prisão do réu. Os advogados que defendem o réu alegaram que a prisão é irregular.   A Justiça Federal de Mato Grosso já definiu os 25 jurados que vão compor o próximo Tribunal do Júri do cacique Marvel. Sete pessoas podem ser escolhidas. A defesa e a acusação podem recusar até três jurados sem motivação. O novo julgamento do cacique está marcado para o dia 16 de novembro deste ano.

O caso

O cacique foi denunciado pelo MPF por homicídio qualificado e chegou a ser preso como o autor do crime. No entanto, em 2006 conseguiu liberdade. Conforme consta da denúncia, o índio era na época cacique da aldeia Tritopa, em Água Boa, onde o servidor Floriano Márcio Vieira Guimarães fazia a demarcação das terras.

A vítima, o cacique e um outro indígena foram até a cidade de Nova Nazaré, a 269 km de Cuiabá, e a caminho da aldeia Tritopa a vítima foi degolada pelo cacique da tribo com um canivete, de acordo com a denúncia do Ministério Público. O corpo de Floriano Márcio Guimarães foi encontrado na aldeia por um indígena. A motivação do crime seria por disputa de terras na região.

A família do funcionário morto aguarda há dez anos pelo esclarecimento do crime. As filhas dizem que até hoje não sabem por que o pai foi assassinado.          

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