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Delegada deve ouvir 6 menores que teriam sido abusadas por PM em MT

Delegada deve ouvir 6 menores que teriam sido abusadas

Atualizado: Sexta-feira, 20 Janeiro de 2012 as 3:38

A delegada Ana Paula Faria de Campos, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, pretende ouvir na próxima semana seis meninas que teriam sido supostamente exploradas sexualmente por um cabo aposentado da Polícia Militar, de 57 anos. Ele foi preso temporariamente nesta quarta-feira (18) após denúncias de que abusou de, pelo menos, oito adolescentes com idades entre 11 e 17 anos, sendo que duas delas já prestaram depoimento no decorrer das investigações.

Segundo a delegada, as supostas vítimas, acompanhadas de um responsável e do Conselho Tutelar, devem dizer se as alegações de uma adolescente de 14 anos, que suspeita estar grávida do policial, são verdadeiras ou não. "Vamos ver se a denúncia inicial se confirma", frisou a delegada, ao se referir às denúncias da garota de que o suspeito oferecia roupas, bebidas, alimentação e drogas às adolescentes em troca de favores sexuais.


Ana Paula Faria adiantou que a princípio, apenas as menores irão depor, mas se as adolescentes citarem outros eventuais envolvidos, eles deverão ser intimados a prestar esclarecimentos. As oitivas deverão ocorrer em 30 dias, a contar da data em que a prisão do suspeito foi decretada pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Várzea Grande, Newton Franco de Godoy, ou seja, a partir do dia 16 deste mês, já que o policial está preso preventivamente.


Até agora, de acordo com a delegada, foram encaminhados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) os objetos apreendidos na residência do suspeito, localizada na Cohab Dom Bosco, em Várzea Grande. Entre os materiais estão aparelhos de celular contendo fotos das adolescentes nuas e seminuas, um revólver, filmes pornográficos, uma porção de maconha, além de uma câmera fotográfica e uma garrafa de bebida alcoólica. 


O inquérito contra o policial foi instaurado em junho do ano passado pela Polícia Civil a partir da denúncia de uma garota que disse manter relações com o policial aposentado desde os 12 anos. Em depoimento, ela deixou claro, conforme a delegada, que o maior interesse das vítimas era em relação aos alimentos, principalmente guloseimas, e bebidas que podiam ser consumidos à vontade caso elas fizessem sexo com o suspeito.

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