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Delegado diz ter nova prova de que vigia foi à represa onde Mércia sumiu

Delegado diz ter nova prova de que vigia foi à represa onde Mércia sumiu

Atualizado: Terça-feira, 20 Julho de 2010 as 9:09

O delegado responsável pelas investigações sobre a morte da advogada Mércia Nakashima, Antônio de Olim, revelou nesta segunda-feira (19) que existe uma nova prova da participação do vigia Evandro Bezerra da Silva no crime.

"Ele esteve na cena do crime e dá de cara com uma viatura da Polícia Militar, que estava fazendo uma abordagem por causa de um acidente de trânsito. Já confirmou até o horário. Eu vou relatar, vou mandar para a Justiça e acabou", afirmou o delegado. O G1 procurou o advogado do vigia, José Carlos da Silva, na noite desta segunda-feira, mas não conseguiu localizá-lo para falar sobre a nova declaração da polícia.

O vigia  afirmou em carta ao G1 ter sido torturado em Sergipe para acusar Mizael pelo crime. Para a polícia, a denúncia de tortura faz parte da estratégia da defesa. O vigia contou, por escrito, como foi torturado para acusar Mizael. Ele disse que colocaram um saco plástico na cabeça dele, jogaram água na cara e puseram o saco de novo. E que quando quisesse falar, era pra bater o pé. "Não aguentei!", escreveu Silva, que foi preso há dez dias em Canindé de São Francisco.

Ele contou que acabou falando que havia buscado Mizael na represa de Nazaré Paulista no dia em que Mércia desapareceu. O carro e o corpo dela foram encontrados depois no mesmo local.

Ao deixar o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa nesta segunda o vigia reafirmou que foi agredido. Segundo o delegado que cuida do caso, Evandro informou no depoimento desta segunda-feira que não vai mais falar e só se pronunciará diante de um juiz.

A polícia aguarda o resultado em uma perícia que compara a terra encontrada nos sapatos de Mizael com a da represa onde Mércia sumiu. O material recolhido da sola dos sapatos de Mizael foi levado para o Laboratório do Instituto de Criminalística de São Paulo.

Em um microscópio, os peritos analisaram os cristais presentes na terra, e compararam com os encontrados no sapato do suspeito. As cores dos cristais misturados à terra são uma maneira de diferenciar um solo de outro. Por exemplo, a terra da represa tem cristais de cores diferentes daqueles encontrados na região onde Mizael mora, em Guarulhos. Isso porque a condição do solo, o ambiente externo e a localização interferem na formação desses cristais.

Para os parentes da vítima, que eram contra o relacionamento entre Mércia e Mizael, o que importa é esclarecer o crime.

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