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DEM expulsa suplente da Câmara do DF preso por tentativa de suborno

DEM expulsa suplente da Câmara do DF preso por tentativa de suborno

Atualizado: Sexta-feira, 12 Março de 2010 as 12

O suplente de deputado distrital Geraldo Naves recebeu nesta quinta-feira, dia 11, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, um comunicado do DEM com a sua expulsão sumária do partido. A expulsão foi oficializada pelo advogado do partido.

Ele está preso por determinação da Justiça, que também decidiu pela custódia do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido). Eles e mais quatro aliados são acusados de obstruir as investigações do esquema de corrupção.

Com as denúncias de corrupção, o DEM ameaçou de expulsão Arruda e o ex-vice-governador Paulo Octávio, que se desfilaram para evitar o desgaste político. O partido ainda decidiu pela saída dos integrantes que ocupavam cargos no governo Arruda, como o ex-secretário Alberto Fraga (Transportes), que é lançado como uma alternativa do partido para disputar o GDF (Governo do Distrito Federal).

Naves pode assumir uma vaga na Câmara Legislativa. Um parecer da Procuradoria da Casa sugere que a Mesa Diretora da Casa o convoque para tomar posse.

Segundo o entendimento dos técnicos da Câmara local, a prisão preventiva não retira de Naves os direitos políticos, permitindo que ele assuma a vaga, que foi aberta com a renúncia do ex-deputado Júnior Brunelli (PSC), que deixou à Câmara para escapar da cassação.

Brunelli é suspeito de participar do esquema de arrecadação de propina e protagonizou o vídeo conhecido como "oração da propina".

Se for convocado, Naves, no entanto, ainda depende de autorização do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que deixe a prisão e assuma o mandato. Caso a Justiça autorize, a Câmara poderia até mesmo assumir a custódia do suplente, mantendo-o preso nas dependências da Casa.

A convocação de Naves ainda precisa ser discutida pela Mesa Diretora.

A defesa de Naves entrou no STJ com pedido de revogação de prisão preventiva. O ministro Fernando Gonçalves, responsável pela investigação do esquema de corrupção, pediu que o Ministério Público se manifeste antes de decidir.

Na semana passada, Naves teve o pedido de liberdade negado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, que também indeferiu o habeas corpus de Arruda.

Naves confirmou que entregou um bilhete escrito por Arruda ao jornalista. A Polícia Federal acompanhou a tentativa de suborno prendendo, em flagrante, Antonio Bento, com R$ 200 mil.

Segundo Sombra, Arruda queria comprar um pacote de serviços que incluía uma declaração do jornalista afirmando que os vídeos gravados por Durval Barbosa, delator do esquema, teriam sido editados.

Também foram presos o ex-secretário de Comunicações Wellignton Moraes e o ex-diretor da CEB (Companhia Elétrica de Brasília) Haroaldo Brasil, além de Rodrigo Arantes, sobrinho de Arruda.

A Polícia Federal realizou busca e apreensão na semana passada, no setor de informática da Câmara, atrás de mensagens eletrônicas trocadas por Naves.

Por: Márcio Falcão

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