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DEM tenta preservar vice-governador de escândalo no DF

DEM tenta preservar vice-governador de escândalo no DF

Atualizado: Quinta-feira, 3 Dezembro de 2009 as 12

O DEM trabalha nos bastidores para preservar o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), acusado de envolvimento no esquema de pagamento de propina a aliados no DF. Como não há até agora imagens do vice recebendo dinheiro no ''mensalão do DEM'', o partido espera conseguir mantê-lo distante das acusações para que o partido não fique sem opções de nomes para as eleições de 2010 no DF.

O partido abriu, até agora, processo de expulsão do governador José Roberto Arruda (DEM) dos quadros da legenda. No processo, não há nenhuma menção ao nome de Paulo Octávio ou aos demais democratas que estariam envolvidos no esquema de corrupção --entre eles o presidente licenciado da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente (DEM), flagrado guardando dinheiro nas meias.

Oficialmente, democratas afirmam que não houve processo contra Paulo Octávio porque ninguém fez questionamentos contra o vice-governador perante a executiva do partido. Nos bastidores, porém, parlamentares do partido admitem que a intenção é evitar danos à imagem do vice.

O vice-governador tem o nome citado em diversas conversas de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF, como um dos destinatários de recursos de empresários para o suposto esquema de propina. Octávio também tem ligações com empresários que teriam repassado dinheiro a integrantes do governo do Distrito Federal.

O democrata, porém, não aparece em nenhuma das imagens divulgadas publicamente até agora --o que, na avaliação do DEM, é positivo para mantê-lo no partido. Arruda, ao contrário, foi flagrado por Barbosa em 2006 recebendo dinheiro do ex-secretário durante a campanha eleitoral.

O governador argumenta que o dinheiro foi declarado à Justiça Eleitoral e utilizado para a compra de cestas básicas, panetones e outros artigos distribuídos à população de baixa renda do DF.

Expulsão

O DEM fixou o dia 10 de dezembro como prazo para que Arruda apresente sua defesa no processo de expulsão. A maioria do partido, porém, dá como certo o seu desligamento da legenda para que a legenda dê uma resposta à sociedade em relação ao escândalo do mensalão.

Se Arruda for expulso do partido, ele estará impossibilitado de disputar a reeleição em 2010 - uma vez que o prazo para filiações partidárias previsto pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para os candidatos às eleições do ano que vem terminou no início de outubro. Sem partido, o democrata é proibido de entrar na disputa.

Paulo Octávio seria uma alternativa para o DEM no DF. Nas eleições de 2006, ele e Arruda travaram uma disputa interna para disputar o governo do Distrito Federal. Arruda ganhou o páreo, mas havia firmado acordo para Octávio ser o cabeça de chapa nas eleições do ano que vem.

Há poucos meses, Arruda quebrou o acordo em consenso com Paulo Octávio para disputar novamente o governo do DF em 2010.

Por Gabriela Guerreiro

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