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Demanda de energia em dias de jogos do Brasil cai até 6%, diz ONS

Demanda de energia em dias de jogos do Brasil cai até 6%, diz ONS

Atualizado: Quinta-feira, 1 Julho de 2010 as 10:20

Na última sexta-feira (25), quando o Brasil jogou pela manhã, às 11h, o consumo de energia chegou perto de uma sexta comum. Isso pode ser explicado pelo fato de que muitas empresas retomaram a atividade na parte da tarde. Nesta sexta (2), o Brasil volta a jogar às 11h contra a Holanda.

Televisores ligados por todos os lados em dias de jogos da seleção brasileira aumentam o consumo de energia elétrica, certo? Errado. Nos quatro jogos da seleção brasileira nesta Copa do Mundo, a demanda máxima de energia, ou seja, o horário em que houve maior procura por energia no dia, chegou a cair até 6,4% em relação a um dia comum, conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O ONS coordena o Sistema Interligado Nacional (SIN), que representa mais de 96% da energia produzida no país. A demanda de energia equivale à quantidade produzida pelas usinas de todo o sistema. Isso porque as usinas só produzem energia conforme o que é demandado pelos consumidores.

De acordo com o ONS, a queda na demanda de energia é explicada pela redução no consumo industrial, que é o mais representativo. Como as empresas costumam dispensar seus funcionários ou paralisar a produção na hora do jogo, a demanda cai. Ainda conforme o ONS, os televisores puxam, comparativamente, pouca energia e, portanto, mesmo com o maior uso, a demanda de energia como um todo é bem menor. E mesmo depois do jogo, em nenhum dos quatro jogos do Brasil a demanda máxima chegou a se igualar à de um dia comum.

A demanda máxima de energia no último jogo do Brasil, na segunda-feira (28), foi de 61.541 MW, às 18h19, um pouco após o fim do jogo, cerca de 4.200 MW menos do que a média de uma segunda-feira.

Na última sexta-feira (25), quando o jogo ocorreu pela manhã, às 11h, a demanda máxima chegou mais perto de uma sexta comum. Isso pode ser explicado pelo fato de que muitas empresas retomaram a atividade na parte da tarde. Nesta sexta (2), o Brasil volta a jogar às 11h contra a Holanda.

Um dos dias em que a demanda se igualou mais à de um dia comum foi na partida entre o Brasil e Costa do Marfim, que ocorreu em um domingo, dia 20. A demanda caiu drasticamente na hora do jogo, mas retomou à normalidade após o fim da partida. Isso acontece, disse o ONS, porque em domingo a demanda já é menor em razão da baixa atividade industrial.

DEMANDA DE ENERGIA EM DIAS DE JOGOS DO BRASIL, CONFORME A ONS Dia / Partida Demanda máxima no dia do jogo Redução em relação a um dia normal Terça-feira, 15/6Brasil x Coreia do Norte 64.747 MW 5,8% Domingo, 20/6Brasil x Costa do Marfim 59.996 MW 2.6%  Sexta-feira, 25/6Portugal x Brasil 65.390 MW 1,5% * Segunda-feira, 28/6Brasil x Chile 65.741 MW 6,4% * Número foi obtido em relação à sexta-feira anterior. Os demais númerosforam calculados em relação à média do dia.  

A redução da demanda de energia não é totalmente positiva para o sistema elétrico, conforme o ONS. Isso porque há uma demanda instável, com queda expressiva no primeiro tempo do jogo, elevação nos intervalos (quando as pessoas geralmente usam outros produtos elétricos que consomem mais energia do que a televisão), nova queda durante o segundo tempo e aumento expressivo após o jogo.

Essa instabilidade pode levar a eventuais quedas de energia, explicou o ONS. Para evitar queda no fornecimento, o órgão informou que preparou um plano com ações preventivas, como sincronização de geradores, controle de tensão e frequência, adiamento de intervenções do sistema e recomendação aos distribuidores de energia (que levam a energia até as indústrias ou à casa dos consumidores) para que assegurem esquemas especiais para intervenções no caso de problemas.

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