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Democracia 'é o regime do conflito', diz Sarney sobre crise na articulação

Democracia 'é o regime do conflito', diz Sarney sobre crise na articulação

Atualizado: Sexta-feira, 10 Junho de 2011 as 1:55

Diante dos rumores da eventual substituição do ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou nesta sexta-feira (10) que considera normal o impasse instalado no Planalto em torno da articulação política com o Congresso. Para Sarney, “a política tem sempre seus altos e baixos, momentos de tensão e tranquilidade”.

“Essas relações têm sido normais [entre o Planalto e o Congresso]. Não vejo nenhuma anormalidade. A política tem sempre seus altos e baixos, momentos de tensão e tranquilidade, mas faz parte da democracia e nós pagamos o preço da democracia. Esse é o regime de conflito e cabe a nós que ocupamos cargos de liderança harmonizar esses conflitos. Isso faz parte do jogo democrático e é bom que seja assim”, analisou Sarney.

O presidente do Senado fez elogios aos nomes mais cotados para uma eventual troca de comando na articulação política do Planalto, embora tenha insistido em dizer que a decisão é da presidente Dilma. Sobre a ministra da Pesca, Ideli Salvatti, Sarney lembrou que, enquanto senadora, Ideli se mostrou “uma boa articuladora política”.

“A senadora tinha um excelente trânsito no Senado. Tinha boa convivência, era partidária, mas ao mesmo tempo era uma pessoa acessível ao diálogo. Procurava sempre compor, de maneira que ela, no desempenho no Senado, se mostrou uma boa senadora e uma boa articuladora política”, disse Sarney.

Vaccarezza

Em relação ao líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), Sarney disse que o petista tinha “grande expressão”: “O deputado Vaccarezza tem grande expressão na Câmara, é líder do governo, e ao mesmo tempo sempre teve posição de grande destaque na política e no PT.”

Sarney voltou a falar que o PMDB foi um parceiro fiel do Planalto durante a crise em torno da evolução patrimonial do ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci. “O PMDB mostrou-se durante o governo Lula ser o grande partido do equilíbrio político e ao mesmo tempo, no governo Dilma, é um partido que tem dado sustentação ao governo. Esse último episódio de crise que vivemos, o partido manteve-se unido apoiando o governo e não tivemos nenhuma divisão, nem de nenhum modo procuramos não apoiar o governo na solução que quisesse dar a crise. De modo que o PMDB tem tido uma conduta irrepreensível no apoio e também na afirmação de suas posições.”          

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