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Demóstenes rebate críticas e defende Ficha Limpa

Demóstenes rebate críticas e defende Ficha Limpa

Atualizado: Quinta-feira, 20 Maio de 2010 as 2:27

Demóstenes Torres (DEM-GO), relator do projeto Ficha Limpa no Senado, defendeu nesta quinta-feira (20) o texto aprovado pelos senadores. Ele negou que os parlamentares aliviaram o texto do projeto para livrar políticos já condenados.

- Avaliar assim é coisa de quem não leu o texto aprovado na Câmara e nem o que foi votado pelo Senado. Houve apenas uma adequação de linguagem, de tempo verbal.

Ontem, Demóstenes chegou a chamar de ''analfabeto'' um deputado que acusou os senadores de mudar o texto para favorecer políticos já condenados. O senador explicou que o texto foi alterado pois havia confusão de tempos verbais no projeto.

- O que fizemos, com emenda de redação do senador [Francisco] Dornelles, foi transformar tudo em ''os que forem condenados'', que é a expressão que consta da lei atual, a Lei Complementar 64/90.

O senador citou como exemplo políticos cassados pelo Judiciário: segundo ele, os ex-governadores Cássio Cunha Lima, da Paraíba, e Jackson Lago, do Maranhão, são elegíveis, porque suas condenações ocorreram antes da sanção da nova lei. Mas, se fossem cassados depois da promulgação, estariam inelegíveis.

Demóstenes recomendou que os eleitores leiam o texto do Ficha Limpa. O senador estima que 25% dos atuais pré-candidatos poderão ser barrados por causa da nova lei.

- Há casos de políticos que já tiveram sentença transitada em julgado e que estão em fase de recurso. Se perderem o recurso, ficarão inelegíveis. Vai ter o esperto que será condenado em primeira instância durante a campanha e não vai recorrer, alegando que não foi julgado por órgão colegiado.

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