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Dengue aumenta com festas juninas

Dengue aumenta com festas juninas

Atualizado: Quinta-feira, 19 Junho de 2008 as 12

Bahia registra crescimento em cidades que atraem turistas

Mais 900 casos de dengue foram registrados no interior baiano, atingindo até agora cerca de 30.196 casos com seis óbitos, apenas um na capital. A grande preocupação das entidades que formam o Comitê Estadual de Mobilização contra a Dengue é com o grande número de pessoas da capital que vai participar das festas juninas no interior visitando cidades onde a doença atinge números preocupantes. E dentre os cidades mais atingidos estão Juazeiro com 1 752 casos, Itabuna com 904 e Senhor do Bonfim 672 casos. Já em Salvador os bairros mais afetados são Cabula e Beiru.

Para a médica sanitarista Jesuina Castro, da Coordenação de Doenças de Transmissão Vetorial, da Divisão Epidemioplógica (Divep), da Sesab, a cidade de Itabuna, um das mais procuradas pelos viajantes, é a que mais tem apresentado aumento significativo do número de casos desde a 14ª semana epidemiológica, o que significa que teve um aumento de 1.191% em relação ao mesmo período do ano passado.

Itabuna também registra as formas mais graves da doença, dengue com complicações, febre hemorrágica da dengue e síndrome do choque da dengue, registrando-se 29 casos suspeitos. Neste município já houve dois óbitos por dengue. O trabalho de fumacê está sendo realizado diariamente tanto em Juazeiro como Itabuna.

O comitê contra a dengue se reuniu no início desta semana, com representantes da Sesab, Funasa, Conesems, Ministério Público Estadual, Secretaria de Educação e Cultura, Setras, Anvisa, ISC/Ufba, Coelba, Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, Aben, Coren, Cassi, Embasa, Correios, Telemar, 1a Dires e Defesa Civil No encontro, foi dada ênfase a atividades em cooperação a ser realizadas daqui para a frente entre os órgãos participantes. A médica destacou que a orientação é para que todo o profissional de saúde dê atenção especial a todas as pessoas que cheguem aos centros de atendimento com virose.

O que vem preocupando o comitê e as autoridades é o fato de que a população não vem colaborando com a luta contra a doença, pois segue cometendo os mesmos erros, ou seja segue jogando lixo com vasilhames abertos que enchem com a água da chuva e se transformam em grande foco do Aedes Egypti, o mosquito causador da doença.

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