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Denúncia de corrupção contra PSOL domina debate no DF

Denúncia de corrupção contra PSOL domina debate no DF

Atualizado: Quinta-feira, 30 Setembro de 2010 as 2:30

Candidato Toninho, marido de acusada, vê uso eleitoral; já Weslian, apesar de deslizes, fica em segundo plano A três dias das eleições, o último debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal, promovido esta quinta-feira pelo SBT, foi marcado por denúncias de irregularidades contra o PSOL.

O Tribunal de Contas do Distrito Federal e Territórios (TCDFT) pedirá explicações à ex-deputada Maria José Maninha (PSOL), mulher do candidato Toninho do PSOL, sobre suposto desvio de R$ 1,3 milhão do Fundo de Saúde do DF, entre 97 e 98, época em que ela esteve à frente da pasta. A denúncia foi publicada esta quinta pelo jornal Correio Brasiliense.

Sem citar Maninha nominalmente, Agnelo Queiroz (PT) levantou o tema após ser questionado por Toninho sobre aliança com o PMDB – criticada ao longo da campanha pelo candidato do PSOL. A denúncia provocou bate-boca entre Agnelo e Toninho em dois blocos do debate, metade do tempo total.

Toninho viu uso eleitoral na denúncia, que chamou de “método fascista” e disse se tratar de uma “armação do PT e do PMDB”. “O TCDFT reabriu esta conta misteriosamente a três dias eleição. É um complô para tentar desestabilizar minha candidatura. Essa denúncia é de 13 anos atrás, de um governo do qual Agnelo fazia parte”, disse Toninho, referindo-se à administração do então governador Cristovam Buarque (PT).

Agnelo respondeu criticou a postura e disse que investigará denúncias “independente de quem as cometa”. “O governador tem que mostrar ter serenidade Tem que falar ‘eu investigo’”, afirmou o petista. “Quer dizer que quando a denúncia é contra o adversário pode acusar de forma leviana. Mas, quando envolve pessoas ligadas ao seu partido, reage dessa forma”.

Weslian chama Agnelo de “Agnaldo”

Atração do primeiro debate, Weslian Roriz (PSC) repetiu deslizes e, com a discussão entre os demais candidatos, acabou ficando em segundo plano. A candidata recorreu a respostas genéricas e em alguns momentos usou apenas parte do tempo a que tinha direito.

Questionada por Agnelo sobre propostas para a Copa de 2014, Weslian confundiu-se e trocou o nome do petista. “Doutor Agnaldo.. (pausa) Queria dizer que o que o senhor falou assino embaixo”. Ela afirmou ainda que foi ao debate para "defender meu marido" - o ex-governador Joaquim Roriz, que, ameaçado pela Lei da Ficha Limpa, abdicou da candidatura em favor da mulher. "(A decisão de concorrer) não foi do meu marido. É minha própria decisão".

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