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Depois de 30 dias de férias, Tuma Jr. retorna ao Ministério da Justiça

Depois de 30 dias de férias, Tuma Jr. retorna ao Ministério da Justiça

Atualizado: Segunda-feira, 14 Junho de 2010 as 11:08

Depois de tirar 30 dias de férias para preparar a defesa à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., voltou ao trabalho nesta segunda-feira (14).

Tuma Jr. interrompeu suas atividades no dia 11 de maio. Ele é suspeito de ter envolvimento com a máfia chinesa de São Paulo e de tráfico de influência, o que ele nega. O período afastado do trabalho encerrou na sexta-feira e Tuma Jr. não quis perder tempo. ''Voltei [ao trabalho] no sábado. Já estou aqui [no gabinete]'', afirmou Tuma Jr. ao G1.

Sobre a permanência no cargo, o secretário nacional de Justiça preferiu adotar a cautela: ''Vamos ver o que eles decidem lá''. O G1 procurou a assessoria do Ministério da Justiça, mas não obteve retorno.

Reportagens do jornal ''Estado de S. Paulo'' revelaram gravações telefônicas e e-mails trocados entre Tuma Jr. e o suposto chefe da máfia chinesa de São Paulo, Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li. As gravações foram interceptadas pela Polícia Federal durante investigação sobre contrabando. Paulo Li foi denunciado pelo Ministério Público Federal no fim do ano passado por formação de quadrilha e descaminho (contrabando). Ele está preso.

O secretário reconhece ter amizade com Li, mas nega envolvimento com irregularidades. ''É lógico que ele é meu amigo. Agora, que vantagem ele tem de ser meu amigo se ele está preso? Nenhuma. Não tem nada no Código Penal que diga que ter amigo é crime. O que não pode é acobertar atividade ilícita de qualquer um. E isso eu nunca fiz'', afirmou, em entrevista ao G1 no começo do mês passado.

Em outras três reportagens o jornal também revelou gravações em que Tuma Jr. apareceria tentando utilizar o cargo para conseguir liberar supostas mercadorias apreendidas, conseguir a aprovação de um genro em um concurso público e até evitar a apreensão de dólares de uma deputada estadual de São Paulo no aeroporto de Guarulhos.

Por Robson Bonin

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