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Desabrigados de Antonina serão realocados em dois dias, diz prefeito

Desabrigados de Antonina serão realocados em dois dias, diz prefeito

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 2:42

A prefeitura de Antonina, no litoral do Paraná, anunciou ao G1 , nesta quarta-feira (30), a realocação de 70 famílias na próxima sexta (1º de abril) – elas estão em três abrigos temporários desde o fim de semana do dia 11 de março, quando chuvas causaram desmoronamentos e enchentes na cidade. Ainda há risco. Na última segunda-feira (28), 45 pessoas foram removidas de uma área   Há 18 dias, bairros tradicionais foram totalmente destruídos, como o Laranjeiras. Lá, algumas casas ficaram cobertas de terra até o telhado, sumindo em meio aos escombros. O lugar deve virar um parque. Em bairros vizinhos, quadras inteiras foram desocupadas e a volta dos moradores é impossível.

Alguns imóveis da prefeitura e outros cedidos pela Copel servirão de residência para os desabrigados até que casas definitivas sejam construídas. Na planilha apresentada pelo prefeito Carlos Augusto Machado ao governo do estado, o custo das obras é de aproximadamente R$ 27 milhões (400 casas).

“Neste primeiro momento a prioridade é tirar as pessoas dos abrigos. Elas precisam de intimidade. (...) Como as casas [para onde irão provisoriamente] são grandes, duas famílias ficarão juntas. A distribuição será feita por afinidade ou parentesco”, explica Machado.

As cerca de 250 pessoas serão dividias em dois mil metros quadrados de edificações e uma creche da prefeitura e cinco casas da Copel.

Seca

Há dois dias, a rede de água de Antonina foi paralisada pela 11ª vez; na manhã de hoje, por volta das 7h30, houve um novo rompimento da tubulação, informa o coordenador técnico do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Paulo Broska.

De acordo com ele, uma grande parte do morro do bairro Quilômetro Quatro desabou, interditando completamente o acesso ao local das obras. Desde o fim da semana passada, o Samae trabalhava na construção de uma segunda tubulação, paralela a que sofria constante reparo. Mais da metade do trabalho estava concluído.

Agora, as duas tubulações estão soterradas. “A gente acredita que nos próximos dois dias a situação melhore, mas isso depende também das condições do tempo”. Neste momento (13h), chove em Antonina.

Cidade do porto

Em Paranaguá, também no litoral, a Companhia de Águas do Brasil (CAP), regionalmente com o nome Águas de Paranaguá, informa que 75% do município está abastecido e que a estimativa é que o número chegue a 100% nos próximos dez dias.

A Defesa Civil organiza a distribuição de água com caminhões pipa. Foram instalados reservatórios de cinco e dez mil litros, para a comunidade.

O diretor-geral da empresa, Mario Alfredo Müller, diz que “o problema é também o acúmulo de sedimentos na água que captamos. Depois das chuvas [há 18 dias], o barro presente na água aumentou dez mil vezes”. Tecnicamente se diz “dez mil partículas por milhão”.      

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