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Detido acusado de abusar sexualmente de sobrinho

Detido acusado de abusar sexualmente de sobrinho

Atualizado: Quinta-feira, 30 Setembro de 2010 as 9:20

Um homem foi espancado e quase linchado ontem no bairro de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, depois de ser acusado de abusar sexualmente do sobrinho de segundo grau apenas três anos, que mora próximo a sua residência. O caso foi registrado ontem no plantão da GPCA, de onde o garoto foi encaminhado para o IML e submetido a um exame sexológico.

Depois da tentativa de lincha­mento, o pedreiro foi detido por policiais do 6º BPM e encaminhado para a Unidade de Prevenção e Repressão aos Crimes Con­tra Crianças e Adolescentes da GPCA, onde foi ouvido e liberado.

De acordo com a delegada Kelly Luna, responsável pelo caso, o suspeito não poderia ser autuado em flagrante, já que o estupro teria ocorrido às 21h de anteontem e que a prisão foi feita mais de 24 horas depois. “Também não houve perseguição policial para constituir o flagrante. Provavelmente ele será indiciado por estupro de vulnerável e a solicitação de prisão preventiva, feita via Poder Judiciário, está em caráter de análise”, destacou a delegada.

Também foram ouvidos on­tem a mãe da criança, a irmã dela, os militares que atenderam a ocorrência. A criança foi ouvida por policiais do apoio técnico da unidade. “A mãe con­tou que deixou o menino sob os cuidados da tia e, quando chegou em casa, o encontrou chorando. Quando perguntou o que havia acontecido, o menino disse que o tio enfiou o dedo no bumbum dele. Ela também diz que o filho conta tudo, o que ajuda bastante nas investigações”, frisou Kelly.

A tia do garoto soube do que aconteceu apenas na manhã de ontem, quando recebeu uma ligação da irmã. “Ele é marido da nossa tia, mas sempre brincava bastante com as crianças. Como ele mesmo disse, as crianças gostavam dele. Por isso que ninguém esperava uma coisa dessas. A mãe não deixava o menino sozinho nem com o namorado dela”, disse.

Segundo a tia, o suspeito foi visto por volta do meio-dia em frente à residência da vítima. “Assim que eu cheguei, minha outra irmã disse que ele estava em frente à casa, porque todos são vizinhos. Fomos no posto policial e avisamos”, lembrou. Quando a polícia chegou, o ho­mem havia sido agredido por populares, revoltados com o crime. Ele foi atendido no HR com ferimentos leves.

Esclarecimento

 Os personagens desta matéria não podem ser identificados em respeito ao Estatuto da Criança e do Ado­lescente (ECA) que recomenda a preservação da identidade da vítima e respectivos familiares.    

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