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Dez rodovias que cortam a Região Serrana ainda estão interditadas

Dez rodovias que cortam a Região Serrana ainda estão interditadas

Atualizado: Segunda-feira, 17 Janeiro de 2011 as 8:39

Seis dias depois da chuva forte que arrasou cidades da Região Serrana do Rio, pelo menos dez rodovias continuam interditadas ao tráfego ou com grandes restrições para a passagem de veículos. Duas estradas federais, BR-116, no trecho que corta a Serra das Araras, e BR-495, em Sapucaia, estão com o tráfego interrompido.   O Departamento de estradas de Rodagens (DER) informa que intensificou o trabalho de limpeza e remoção das barreiras que caíram. Na RJ-130 (Teresópolis-Nova Friburgo), o tráfego foi liberado em meia pista em diversos trechos. Já RJ-142 Rodovia Serramar, que liga Nova Friburgo a Casimiro de Abreu, teve o trânsito liberado.

Mas as RJ-148 (que liga Conselheiro Paulino, em Nova Friburgo, a Carmo) e RJ-150 (Nova Friburgo-Bom Jardim) continuam com o tráfego interditado. Por causa da queda de pontes, a RJ-146 entre Bom Jardim e o distrito de Barra Alegre, continua fechada. Por causa do transbordamento do Rio Paraíba do Sul, que destruiu parte da estrada a rodovia RJ-194 continua bloqueada. O mesmo acontece com a RJ-134, em São José do Vale do Rio Preto, a RJ-176 em São Sebastião do Alto.

A RJ-172, que liga Macuco a Manuel de Moraes, está aberta para a passagem de veículos leves. A RJ-162, que passa por Casimiro de Abreu, está funcionando apenas meia pista do entre os kms 73 e 74.

A rodovia RJ-116 (Itaboraí-Macuco-Nova Friburgo) teve o tráfego liberado, mas com restrições. De acordo com a concessionária Rota 116, quando volta a chover, o trânsito é interditado preventivamente entre os kms 75 e 78. A ligação com o município de Bom Jardim continua interrompida, devido a queda de uma ponte no km 102.

Mais de 600 mortos

Ao todo, as chuvas já mataram mais de 600 pessoas . Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 286 mortos em Nova Friburgo, 267 em Teresópolis, 56 em Petrópolis,19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto. A maioria dos corpos já foi sepultada.

Maior tragédia da história

Esta já é a maior tragédia climática da história país . O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.

No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril.    

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