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DF lidera proporcionalmente número de denúncias de violência doméstica

DF lidera proporcionalmente número de denúncias de violência doméstica

Atualizado: Sexta-feira, 7 Agosto de 2009 as 12

Os pedidos de ajuda contra violência familiar em todo o Brasil são feitos na Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180. Proporcionalmente, o Distrito Federal lidera o número de ligações, com 5,4 mil no primeiro semestre deste ano. Isso equivale a um total de 242 atendimentos para cada grupo de 50 mil mulheres. As vítimas relatam a violência e buscam orientação.

Veja o site do Bom Dia DF

De acordo com a pesquisa feita sobre as denúncias nos seis meses de 2009, quase 70% das mulheres declararam sofrer violência diariamente. Tapas, socos e empurrões estão entre as denúncias mais frequentes. Mais da metade das mulheres são casadas e 35% estão na faixa de 20 a 40 anos de idade.

“Isso pode traduzir que, efetivamente, há uma violência mais sistemática contra a mulher aqui na região. O fato deve ser investigado, apurado, para que se intensifiquem as medidas preventivas e as campanhas”, diz a ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

Uma mulher que aceitou conversar com a reportagem do Bom Dia DF sem ser identificar foi vítima de agressão do marido durante 13 anos. Depois de ser ameaçada de morte, resolveu buscar ajuda. Agora, ela e os filhos aguardam a decisão judicial na Casa Abrigo do DF.

“Era muita discussão. Ele chegou a me bater grávida. Bateu muitas vezes, quando eu estava grávida da minha filha e dos outros filhos também. Trancava a gente dentro de casa e xingava muito”, conta.

A Lei Maria da Penha, que completou três anos neste mês, alterou o Código Penal e permitiu que o agressor seja preso em flagrante ou tenha a prisão preventiva decretada. No balanço dos três anos, os números foram considerados positivos. A cada ano, mais mulheres denunciam e em todo o Brasil, no primeiro semestre, houve um aumento de 32% em relação ao mesmo período do ano passado.

Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica, diz que ainda falta eficiência nos órgãos de defesa. “Quem vai aplicar a lei deve estar capacitado. A gente ainda encontra muito entendimento errôneo da sua aplicabilidade”, afirma a bioquímica Maria da Penha.

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