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DHPP perto de concluir inquérito do Caso Narda

DHPP perto de concluir inquérito do Caso Narda

Atualizado: Terça-feira, 10 Agosto de 2010 as 10:09

Os detalhes sobre o que aconteceu no dia 29 de março, data em que a administradora Narda Alencar Biondi, de 33 anos, foi morta e enterrada em um buraco de 70 centímetros de profundidade, foram revelados ontem aos familiares da vítima. Na conversa a portas fechadas com a delegada Gleide Ângelo, responsável pelo caso, na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), os parentes souberam qual a conduta de cada suspeito de envolvimento no assassinado de Narda, mas preferiram não revelar o que foi dito durante o encontro para não atrapalhar as investigações. A delegada também não quis dar detalhes sobre a conduta de cada um dos envolvidos. Segundo ela, a polícia está colhendo as últimas provas para concluir o inquérito. A motivação e os detalhes do crime devem ser divulgados amanhã, durante entrevista coletiva.

De acordo com fontes extraoficiais da Polícia Civil, as principais suspeitas são de que o homicídio tenha sido realmente praticado pela amiga de Narda, uma mulher de 43 anos que alugou um quarto para ela, na residência em que o corpo foi encontrado, na noite do último dia 4, no bairro de Pau Amarelo, em Paulista. Além da suspeita, segundo informações, também estavam na residência um homem e as duas filhas dela, de 24 e 18 anos. Uma discussão teria feito com que a mais velha acordasse. Depois disto, o corpo da administradora teria sido enterrado, desenterrado e enterrado novamente, com a ajuda de um homem contratado pelas suspeitas, que se mudaram do local.

No dia em que foi encontrado, em um buraco coberto de concreto e onde também foi plantado um coqueiro, o corpo da administradora estava amarrado e envolvido em dois sacos plásticos, uma lona, um lençol, uma colcha e uma rede. Apesar das donas da casa terem afirmado inicialmente à polícia de que Narda teria se suicidado a golpes de chave de fenda, o resultado das perícias realizadas no Instituto de Medicina Legal (IML) esclareceram que a administradora morreu asfixiada. Após o desaparecimento de Narda, várias informações sobre o suposto paradeiro da administradora foram repassadas à polícia.

Segundo o advogado Élber Biondi, irmão da vítima, os familiares esperam que, após a individualização da conduta de cada um, os envolvidos no caso recebam a pena que merecem. “Queremos é que cada um deles seja punido de acordo com o que estipula a lei, nada além disso. Nós só temos elogios ao trabalho da polícia. Eles nos mantiveram informados durante todo o processo de investigação, tiveram conosco toda atenção. Esse era um crime difícil, cujo corpo estava desaparecido e que todos os detalhes eram confusos. Eles conduziram as investigações de forma diligente e eficiente. Conseguimos finalmente enterrar o corpo da minha irmã, o que para a minha mãe e para o filho dela foi muito importante”, pontuou o advogado.

Postado por: Thatiane de Souza

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