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Dia Mundial sem Carro é lembrado com manifestação em São Paulo

Dia Mundial sem Carro é lembrado com manifestação em São Paulo

Atualizado: Quarta-feira, 23 Setembro de 2009 as 12

Um grupo de ativistas do Movimento Nossa São Paulo ocupou os espaços destinados a automóveis em um cruzamento próximo à Avenida Paulista para marcar o Dia Mundial Sem Carro. No lugar de carros, o asfalto ganhou grama artificial e pufes na ação denominada de Vaga Viva.

"Foi uma forma de chamar a atenção das autoridades para a necessidade de maciços investimentos em transporte coletivo para que os moradores da cidade possam deixar o carro em casa", justificou o coordenador do Movimento Nossa São Paulo, Maurício Broinizi.

Pesquisa feita pela entidade, em conjunto com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), aponta que, em comparação ao ano passado, o tempo médio gasto pelos motoristas em congestionamentos no trânsito na cidade aumentou. Em 2008, esse tempo foi calculado em duas horas e trinta minutos. Em agosto deste ano, o tempo médio de espera chegou a duas horas e quarenta minutos.

Na avaliação de Broinizi, a data de hoje serve para refletir sobre a necessidade de aumentar o número de ruas e avenidas, túneis, metrôs, trens e ônibus para atender à demanda da população. Ele lembrou que cidades da Europa e dos Estados Unidos contam com até 500 quilômetros de linhas de metrô e que, em São Paulo, o metrô tem apenas 61 quilômetros em 35 anos de existência.

O metrô de São Paulo transporta cerca de 3,3 milhões de pessoas por dia em quatro linhas. Mais 2 milhões de pessoas viajam em trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Por meio de ônibus, micro-ônibus e vans, numa frota estimada em 14.868 veículos, foram transportados 243,4 mil usuários no último mês de agosto, segundo a São Paulo Transportes (SPTrans). Ainda segundo a empresa, entre janeiro e agosto deste ano, l,8 milhão de passageiros foram transportados.

Broinizi observou que, além do desconforto em congestionamentos, o número excessivo de carros implica resultados negativos para o meio ambiente e em impactos na saúde pública. Ele cita como exemplo o alto grau de estresse dos motoristas e o aumento da poluição do ar. Outro fator citado por Broinizi é o incremento nos valores decorrentes de acidentes de trânsito. Ele citou um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicando que o volume financeiro em razão dos acidentes alcançam R$ 26,8 bilhões por ano.

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