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Dilma afirma que 'parceria estratégica' liga Brasil a Venezuela

Dilma afirma que 'parceria estratégica' liga Brasil a Venezuela

Atualizado: Segunda-feira, 6 Junho de 2011 as 4:02

Dilma recebe Hugo Chávez em Brasília (Foto:Ueslei Marcelino / Reuters)

  A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (6), durante assinatura de atos de cooperação com o governo da Venezuela, no Palácio do Planalto, em Brasília, que os dois países devem cumprir "todo o potencial de integração".

Segundo Dilma,a presença do presidente  Hugo Chávez nesta segunda em Brasília "comprova a elevada estima e a parceria estratégica que liga o Brasil e a Venezuela."

"Nosso diálogo sobre os principais pontos da nossa agenda e todas as operações que realizamos mostram como são positivos e amplos nossos interesses comuns. (...) Queremos realizar todo o potencial de integração promovendo cidadania e bem-estar ao nossos povos."

Dilma disse "muchas gracias" a Chávez, por aceitar o convite de visitar o Brasil. Em discurso, ela ressaltou a parceria entre os países na área social e o crescimento do intercâmbio comercial, que, segundo afirmou, foi de US$ 4,7 bilhões em 2010. Segundo a presidente, Brasil e Venezuela vão integrar as cadeias produtivas em vários setores econômicos.

A presidente afirmou que os dois países estão unidos pela determinação de fazer da América do Sul "uma zona de paz e crescimento econômico, com respeito aos direitos humanos". Dilma disse ainda que o Brasil aguarda "com expectativa" a entrada da Venezuela no Mercosul.

Ela citou projetos comuns entre os dois países e de integração fronteiriça. "No setor de energia, temos uma linha de transmissão que fornece 90% da eletricidade fornecida em Roraima. Nossa região fronteiriça merece uma política de interconexão de nossos sistemas rodoviário, elétrico, de cadeias produtivas. Vamos fortalecer todos os projetos de financiamento dessa fronteira", disse.

Segundo a presidente, as parcerias demonstram que o setor comercial brasileiro tem "confiança" na economia venezuelana.

Com uma muleta, Chávez foi recebido por Dilma nesta manhã no Palácio do Planalto. O venezuelano gastou cerca de dez minutos nos cumprimentos aos ministros brasileiros e fez questão de conversar brevemente com cada um deles. Ao ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, Chávez disse "fuerza, fuerza", ao cumprimentá-lo.     Palocci enfrenta uma crise política desde o último dia 15, quando o jornal "Folha de S.Paulo" publicou reportagem afirmando que ele teve o patrimônio aumentado em 20 vezes entre 2006 e 2010, quando era deputado federal.

Visita

Esta é a primeira visita de trabalho de Chávez ao Brasil no governo Dilma. O venezuelano esteve na posse da presidente, em 1º de janeiro, mas não houve reunião bilateral. A visita estava marcada anteriormente para 10 de maio. Por causa de uma lesão no joelho, Chávez desmarcou de última hora o encontro.

Na ocasião, a embaixada da Venezuela explicou que o governante teve um agravamento da lesão e foi aconselhado por uma junta médica a permanecer em repouso. A piora ocorreu durante o esforço físico de Chávez na entrega de unidades habitacionais no dia em que embarcaria para o Brasil.

Como ainda não está recuperado da lesão, o presidente venezuelano está usando muletas e não pôde subir a rampa do Palácio do Planalto, como é praxe em recepções a governantes estrangeiros. Ele entrou no palácio pela garagem e subiu de elevador para o segundo andar, onde fica o Salão Nobre.

Acordos

Dilma e Chávez assinaram dez acordos nas áreas de agricultura, petróleo, biotecnologia e construção civil. A petroquímica Braskem e a estatal petrolífera venezuelana PDVSA assinaram uma carta compromisso para a produção de um contrato que terá como objetivo estruturar sistemas de financimento de projetos das duas empresas.

A PDVSA também recebeu das mãos do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimental, um contrato de colaboração financeira que será firmado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).          

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