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Dilma defende aumento de salário para ministros

Dilma defende aumento de salário para ministros

Atualizado: Quinta-feira, 11 Novembro de 2010 as 11:10

A presidente eleita Dilma Rousseff defendeu nesta quinta-feira (11), em Seul, aumento de salário para os ministros. Segundo ela, o reajuste é necessário para manter os interessados no cargo. Atualmente o salário de um ministro de Estado é de R$ 10.748,43, segundo o Ministério do Planejamento.

"De fato, alguma coisa vai ter que ser feita em relação ao salário dos ministros porque, caso contrário, não vamos ter ministro a ser ministro no Brasil. [O salário] É muito defasado em relação ao mercado", disse.

No entanto, ela não quis dizer se é a favor de um reajuste para si própria, como presidente da República. "Não sei. Nessa história, sou a última a saber", respondeu.

Dilma está na capital sul-coreana desde quarta (10) para participar do encontro do G20 ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Participação no G20

Em entrevista, ela disse que não terá direito de se manifestar durante a reunião de cúpula, já que é apenas convidada especial da Coreia do Sul. "Acho que quem é atração é o presidente no exercício do cargo. Presidente eleito não é atração, é notícia só. O G20 é um fórum oficial entre países, e a representação é do presidente Lula", disse.

Dilma afirmou, no entanto, que vai acompanhar Lula em todos os eventos, inclusive no jantar oferecido pelo governo sul-coreano a chefes de Estado do grupo, formado pelos 20 países detentores das maiores economias do mundo.

Ela destacou ainda que "concorda" com as posições manifestadas pela equipe econômica, de se opor às medidas unilaterais tomadas pelos Estados Unidos que geram a desvalorização do dólar.

"Eu terei [como presidente] posição similar à que está sendo defendida. [...] Há uma questão que eu acho que é grave no mundo inteiro, que é o problema da política do dólar fraco. Essa é uma questão que sempre causou problema, faz com que o ajuste americano fique na conta das outras economias", afirmou.

Por: Nathalia Passarinho  

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