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Dilma defende "cortes pontuais" de custeio na máquina pública

Dilma defende "cortes pontuais" de custeio na máquina pública

Atualizado: Terça-feira, 25 Maio de 2010 as 3:08

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (25), depois de participar da sabatina da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, e defendeu a realização de "cortes pontuais" de gasto com custeio da máquina pública de modo a melhorar a eficiência dos serviços.

"Quando eu cheguei no Ministério de Minas e Energia, tinha um engenheiro efetivo para cada 20 motoristas. Um engenheiro para 20 motoristas é uma relação técnica incorreta e é uma relação técnica de custeio. Porque não estou levando em consideração a eficiência da máquina do Estado", afirmou Dilma.

"O que não é possível é o mau custeio, que joga dinheiro excessivo onde não deve colocar. E não põe dinheiro nenhum onde deve colocar. Não tenho nada contra motorista. Acho motorista fundamental, porque temos que nos transportar. Agora, o que eu acho irracional é um ministério que lida com petróleo, gás e energia elétrica não ter engenheiro", argumentou a petista.

Dilma pregou ainda a critérios técnicos para indicação política. "É possível cortar custeio e tem que ser cortado e tem que ter cuidado para não cortar o custeio que inviabiliza o investimento. Corta aquele que não precisa. Então, queremos agências profissionais? Eu quero. Agências preenchidas com critérios técnicos? Eu quero. Isso não significa acabar com a indicação política. Significa exigir da indicação política critérios técnicos", afirmou Dilma. "Não posso achar que faço programa de crescimento de economia e de investimento em infraestrutura sem engenheiro, sem fiscalização, sem projeto básico, sem projeto executivo. Então, tem que ter gente com qualificação para fazê-lo", complementou.

A petista respondeu a cinco perguntas de jornalistas, voltou a defender a reforma tributária como forma de melhorar o sistema tributário do país e também falou de questões internacionais como a relação do Brasil com Irã, com a África e com demais países da Ásia. Dilma defendeu o Mercosul como bloco regional de comércio e disse não apoiar o modelo de livre comércio adotado em outros continentes.

Por Robson Bonin

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