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Dilma descarta redução da meta de inflação

Dilma descarta redução da meta de inflação

Atualizado: Terça-feira, 24 Agosto de 2010 as 2:41

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira (24) em entrevista coletiva em Brasília que não é possível reduzir a meta de inflação, atualmente em 4,5% ao ano, devido ao cenário internacional.

“Para se reduzir a meta, isso não se faz em cenário internacional como está, que pode ser um cenário de depressão e o Brasil neste período de 2011 a 2014 vai ser uma economia que pode crescer com estabilidade”, afirmou Dilma. A candidata também voltou a descartar a necessidade de um ajuste fiscal. “Eu não concordo que o Brasil tem de ser submetido sistematicamente a ajuste fiscal em todo início de governo”. Na visão dela, o ritmo de crescimento econômico, a inflação dentro da meta e a contínua redução do percentual de endividamento mostram que não é necessário fazer um novo ajuste linear.

Dilma não quis adiantar posição sobre reajustes a servidores públicos, que tiveram um crescimento no segundo governo Lula. Ela afirmou que a definição é de acordo com o merecimento de cada categoria.

A candidata defendeu ainda a realização de uma reforma tributária, mas admitiu que pode ser necessário realizar medidas isoladas enquanto a proposta tramita no Congresso. “Temos que ter uma proposta estrutural, mas, se começar a demorar, tem coisa que não dá para esperar”, afirmou a petista.

Ela afirmou que seu foco na reforma tributária é a desoneração de investimentos e da folha de salário e o fim da guerra fiscal entre os estados. Dilma destacou que no governo Lula já foram feitas medidas isoladas, como o Simples e a redução de tributos da cesta básica e da construção civil.

Dilma também afirmou que não se pode usar somente “tecnocracia” no preenchimento de cargos. Ela afirmou que não pode ser preenchido cargo com “técnico frio” nem com “político sem capacidade”.

Crack

A candidata comentou também a necessidade de combate ao uso do crack. Dilma afirmou que atuará em três frentes: prevenção, tratamento e segurança. Ela defendeu a realização de campanhas de conscientização, mas focou sua fala na questão do tratamento. Dilma afirmou que é preciso ter uma rede que envolva enfermarias em hospitais, clínicas especializadas e credenciamento de instituições terapêuticas.

Na questão da segurança, Dilma voltou a defender a compra de 10 veículos aéreos não tripulados (Vants) para reforçar o combate na fronteira.

Sobre as pesquisa eleitorais que sinalizam a vitória no primeiro turno, a candidata do PT evitou comemorar. “Pesquisa não ganha eleição, se ganhasse seria um outro mundo, não um democrático”.

Postado por: Thatiane de Souza

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