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Dilma diz que denúncia é 'salto mortal' da oposição

Dilma diz que denúncia é 'salto mortal' da oposição

Atualizado: Segunda-feira, 13 Setembro de 2010 as 9:52

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje que não vai mais comentar a reportagem da revista Veja , que acusa de tráfico de influência a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e o filho dela, Israel Guerra. “Não respondo a isso. Não tenho que provar nada de minha pessoa. Não estou sendo acusada de nada. Não falo nada sobre assuntos que só interessam à pauta negativa e caluniadora do meu adversário”, declarou a candidata durante visita à associação de moradores de Paraisópolis, em São Paulo.

Na avaliação da petista, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aproveita a acusação para tentar reverter o cenário de desvantagem em que se encontra nas pesquisas: “Estes saltos mortais que pegam um fato e querem ligá-lo a mim e, no meio, não tem nada, eu não vou dar combustível a isso.”

Ontem, logo depois que a revista chegou às bancas, Serra classificou de " centro de maracutaias " a Casa Civil, gabinete que Dilma ocupou até sair candidata à Presidência da República. Já a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, classificou a denúncia como grave e disse que será inevitável que o assunto seja abordado no debate dos presidenciáveis marcado para esta noite na RedeTV!.A candidata verde disse que tanto a suspeita de tráfico de influência na Casa Civil como as recentes quebras de sigilo na Receita Federal representam um cenário de barbárie administrativa na gestão pública brasileira.

Em entrevista à imprensa hoje, Dilma também comparou os governos Lula e FHC, aproveitando para criticar a gestão tucana: “Em 2002 a tese era de que o PT não conseguiria governar o Brasil, e hoje o presidente Lula entrega o Brasil com 7% de taxa de crescimento (...). Caos foi o Fernando Henrique (Cardoso) deixar o governo do jeito que deixou. Caos é o fato de não deixar que ele apareça no programa de TV. Eu tenho orgulho de aparecer do lado de Lula".

A candidata disse, ainda, que a responsabilidade sobre a apuração das denúncias é "assunto do governo" e, não, de sua campanha.  

Paraisópolis

Além de Dilma Rousseff, o candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, e os candidatos ao Senado Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PcdoB) também visitaram Paraisópolis neste domingo.

Mercadante falou que os moradores da segunda maior favela de São Paulo sofrem com a precariedade dos recursos de saúde e educação. "As pessoas demoram seis meses para ter acesso a consultas e exames", disse o candidato.

O senador também comentou sobre as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil e disse que tudo precisa ser investigado pelas instituições competentes. "Vamos aguardar a apuração e ter informações mais cuidadosas para não fazer qualquer tipo de pré-julgamento e usar politicamente, às vésperas das eleições, denúncias que sao jogadas ao ar e, depois, não se sustentam".

A ex-prefeita Marta Suplicy acredita que a oposição utiliza o caso como manobra eleitoreira. "Na hora de uma campanha política aparece de tudo. Eu acho que continua a baixaria. (...) Serra não vai ganhar eleição deste jeito", criticou.

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